… e poesia.
Essas fotos estão aqui prontas desde o sábado passado (17.04). E desde o sábado passado que eu tento escrever algo, mas o tempo não permitiu!
Foi um dia gostoso, dia de reencontrar amigos!
Dia de conhecer gente de sabedoria: J. Borges e suas sábias palavras. Simples, mas sábias!

“Fui criado no tempo em que o telefone era um grito. os remédios era chás de folha de mato, o médico era uma rezadeira, as festas eram comemoradas com samba de toada e o almoço era guisado de miúdo de boi.
 
Na Maioria das casas tinha uma almofada de pano para fazer rendas, não existia rádio nem televisão. As diversões eram mamulengo, cantoria de viola, um terço rezado numa sala de chão de barro forrada com uma esteira de periperi, com um altar cheio de flores e velas acesas em pires emborcados.”
(Fragmento de texto retirado de catálogo do artísta)

Quando a gente entra no espaço J. Borges, entra acompanhado por um trololó que não para, é o próprio que fala sem parar. Conta seus casos, suas experiêcias, sua trajetória. Dando aula pra quem quiser ouvir, e este que quiser, sairá de lá com aprendizados que não há o que pague.
A primeira frase que eu ouvi quando entrei foi:

“Eu fui dar uma aula em uma faculdade… Eu sou analfabeto, mas eu dou aula em faculdade…”



Seguida de um sorriso orgulho, de quem sabe o valor do seu trabalho.

E ele não para, emenda um frase na outra e segue com o curso de sua fala, entre uma assinatura e outra!

J.Borges é referêcia em Cordel e Xilogravura e eu não sou a pessoa mais indicada pra falar da sua trajetória, o que posso dizer é que ele começa com cordel nas feiras populares, lança mão da xilogravura para ilustrar suas histórias e hoje expõe em galerias de arte no Brasil e no mundo! Ainda assim continua lá na cidade onde nasceu: Bezerros-PE e passa para seus decendentes os segredos do ofício. Atende a todos com simplicidade, alegria e orgulho, num galpão simples, mas cheio de magia!
Seu ateliê é repleto de matrizes pendurada por todas as paredes:

“Quando a matriz não serve mais pra reproduzir, eu coloco elas pra vender”

São Gravuras com gosto de terra e de cultura, de cultura que é nossa.
Elas falam de nós e para nós.
É lindo de ver, dá vontade de tocar. Dá pra se perder em meio à tantas imagens e tantas histórias contadas por ela.
É um imaginário que não tem fim!

Isadora, que sempre nos acompanha em todos os lugares, adorou e apreciou cada coisinha e no fim, como não poderia ser diferente, me fez comprar um livro pra ela! E eu que não consigo lhe negar um livro, tive mais um motivo pra guardar meu não para outro momento: O livro é lindíssimo (na verdade jum catálogo de uma exposição no Museu Oscar Niemeyer), bom de ver, de ler e de tocar!

…pra estampar a alma de alegria!
Inspirada pelas xilogravuras de J.Borges, depois de ter feito um post sobre (segunda vocês verão), resolvi fazer uns carimbinhos e dar essa dica pra vocês.
Com eles dá pra soltar a imaginação e customizar uma série de coisas.
Em papel:
Papel pra presente
Papel de carta
Envelopes
Bloco de anotações
Cartões comemorativos
e até convites.
Em tecido é que dá pra deixar a imaginação correr solta.
Dá pra customizar tantas coisas!
Escolha um tecido bem bonito, faça sua estampa e use para:
Forrar a cúpula de um abajur
colocar numa moldurinha e pendurar na parede
Montar um Jogo Americano
Forrar aquela caixinha que tá ali esperando um up grade
Fazer uma almofada bem bacana.
E por aí vai!
Aí estão as fotos de todo o processo e um breve descritivo! Não tem segredo, é só ter um pouquinho e paciência.

Desenhe em um pedaço de E.V.A (quando mais grosso o E.V.A melhor) o que você deseja estampar
Corte com estilete ou tesoura.
Cole em uma base firme: plaquinhas de MDF ou papelão bem rígido. Aqueles bloquinhos de madeira – pequeno engenheiro – são ideais porque fica com espaço para segurar o carimbo.
Se usar papelão, faça um vinco e dobre para trás para ter onde segurar.
passe a tinta no carimbo com um pincel macio. Antes de fazer material final, faça testes de pressão, quantidade de tinta. Carimbe bastante pra pegar o jeito.
Estampas exclusivas feitas a mão! Com sua identidade, com um traço de você!
Também é uma otima pedida pra feriados de chuva, chama os pimpolhos pra “ajudar” a carimbar, ou para criar seus proprios carimbos e estampas. Diversão certa!
Esses eu fiz só pra mostrar pra vocês, aproveitei e fiz um carinho pra minha gatona! Quando ela acordar tenho certeza que vai ficar feliz!
Quem fizer me conta o que achou, combinado?
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