Era fizinho de 2012 e eu estava contando os dias pra que o último dia de trabalho chegasse. Como todo fim de ano, a correria pra finalizar e entregar todas as encomendas era enorme.
Eu julgava que aquele desejo pelas mini férias que iríamos tirar era devido ao cansaço dos últimos dias de trabalho. Logo eu descobriria que não era bem assim.

Eu tinha tudo o que precisava para ser feliz e acreditava verdadeiramente ser feliz, acho que eu de fato era feliz. Mas estava levando uma vida que não era a que eu queria e eu nem sabia disso… Sei lá… é assim meio confuso mesmo…rs

Eu morava numa casa que amava, num bairro delicioso. Tinha meu marido e minha filha alí, sempre pertinho de mim. Tinha o trabalho dos meus sonhos a alguns passos da minha casa e tinha uma cachorrinha maravilhosa.

A casa não era minha, não importava o quanto de amor eu colocasse nela. O marido e filha estavam alí, mas nossa presença era cada vez menor, estávamos alí de corpo, mas a alma muitas vezes tava em outro lugar. O trabalho era tudo o que eu fazia, era onde eu gastava todos os meus dias de domingo a domingo… Era uma correria sem fim pra chegar onde mesmo?

Falando até parece que minha vida era um tristeza enorme, mas não era não. Só que faltavam coisas nessa equação, mas nem eu, nem Eder percebíamos claramente isso.

Enfim, logo ficará mais claro o que eu tô tentando dizer.

Eu não sabia, mas aqueles 15 – 20 dias entre o fim de 2012 e o início de 2013 eram o início de uma mudança muito importante nas nossas vidas.

Abastecemos o carro com água e comida e seguimos uma viagem sem rumo definido, onde qualquer estradinha que aparecesse na nossa frete podia mudar o rumo da viagem. Seguimos sem reservas em hotel e com o GPS na mão.
Conheci o lugar que eu mais amo amo no mundo (Praia Formosa em Cabedelo-PB). Atravessei um rio com o carro numa jangadinha de madeira. Nadamos a poucos metros de golfinhos livres na natureza. Fizemos a primeira e única viagem com nossa Nina.

A gente experimentou uma vida mais leve, com menos expectativas e mais experiências. A gente sentiu a liberdade de mudar se algo não tá bom ou se algo melhor aparece no caminho, sem a necessidade de se estressar ou gastar energia desnecessária por isso. A gente se permitiu estar presente naquele momento sem pensar no que ia fazer amanhã ou dalí algumas horas… Essa experiência fez a gente perceber que estávamos “desperdiçando” nossas vidas fechados dentro do ateliê de segunda a segunda.
Eu AMO verdadeiramente o meu trabalho, mas a vida não é só isso. Eu percebi que estava usando o trabalho como válvula de escape porque ele me trazia uma recompensa segura. Porque é mais fácil não sair da zona de conforto.
Me dei conta com mais clareza que estávamos mergulhando numa onda de correria descontrolada onde nunca há tempo para nada e estávamos deixando nossa vida passar simplesmente, que estávamos deixando a correnteza nos levar.

No fim das férias eu estava com uma vontade enorme de viver tantas coisas fora daquelas quatro paredes, eu queria abraçar minha filha ainda mais vezes do que eu já abraçava, queria deitar no colo do meu marido mais vezes do que já deitava. Queria passear com minha Nininha mais vezes, muito mais vezes.
Queria mergulhar no mar mais vezes, ter finais de semana pra cuidar de mim e da minha casa, eu queria ter tempo pra comer bem. Eu entendi que o trabalho não podia estar em primeiro lugar sempre, por mais prazer que ele pudesse me dar. E que da forma que eu estava fazendo nem o trabalho, nem eu e minha família chegaríamos bem em algum lugar.

E quando terminou as férias eu sabia que queria mudar e a mudança tem sido constante
Mudamos de casa, de cidade e de estado (isso vocês já sabem).
E tenho colocado minha vida em constante mudança. Tenho mudado meus hábitos, meus pensamentos, minha alimentação, minha rotina, minha organização. Tenho procurado estar presente em cada coisa que eu faço. Tenho buscado ser grata pelas coisas que vivi e  entender pelo que vale a pena levantar a bunda da cadeira.

O que eu quero dizer com tudo isso, é que a nossa história é a gente que faz. Se você não tá feliz com a sua vida você é a única pessoa a quem pode culpar.
O fim do ano tá chegando e junto com ele um desejo desesperado de que 2015 traga coisas boas, que 2015 seja um ano bom.
Mas na verdade, a gente tem que mudar o pensamento e as ações. A gente tem que fazer de 2015 um ano maravilhoso. Tá na nossa mão definir isso.
Pega aí um papel e uma caneta e anota o que você quer pra sua vida, depois anota o que você precisa fazer pra que isso aconteça e por fim comece já a mudança, não espera dia 1 de janeiro chegar. Você pode começar agora a mudar atitudes e pensamentos.
Se você começar a agir em busca do que você quer logo, nem vai precisar esperar chegar 2016 pra se sentir mais perto do que você sonha pra sua vida.

Eu só sei que tenho experimentando um “tipo de felicidade” que não me recordo ter sentido antes. E eu queria que todo mundo pudesse sentir isso!

Um beijo com muito amor

Evinha!

Se quiser ver o registro das férias de 2012/2013 é só clicar aqui e se quiser acompanhar a próxima que chega dia 24 é só me seguir lá no IG: @evinhac

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