“Quem aqui já assistiu Procurando Nemo?
Quem não assistiu, assista. É uma ótima aula de biologia”
Assim começa a palestra de Rita Mascarenhas, Bióloga coordenadora do projeto Tartarugas Urbanas – Guajiru.
A ONG Guajiru atua na conservação e recuperação de tartarugas marinhas e educação ambiental na Paraíba há 12 anos.

É um trabalho feito por voluntários que doam um pouco do seu tempo e conhecimento para tornar o projeto viável e ajudar esses animais ameaçados de extinção.
A espécie comum que desova na costa paraibana é a tartaruga de pente, assim chamada pela beleza do seu casco que era utilizado para confecção de pentes e adornos.
As tartarugas nascem e fazem uma viagem pelo mundo em busca de alimento. São fiéis ao local de seu nascimento (só põem ovos no mesmo lugar que nasceram), por isso, com mais ou menos 30 anos, quando alcançam maturidade sexual, elas fazem uma importante viagem de volta para reproduzir e colocar em média 130 ovinhos enterrados na areia. Por esse motivo é tão importante a preservação das praias e sua vegetação nativa, afinal se as tartarugas daquele local não encontrarem condições para reprodução serão extintas.
Além do tratamentos dos animais que chegam doentes ou feridos, uma das ações mais significativas da ONG são as cesarianas de areia que salvam uma média de 12mil tartarugas por ano em um trecho urbano de 7 km de praia.

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Naturalmente os filhotes de tartarugas nascem durante a noite. Mais ou menos 55 dias depois que os ovos são colocados os filhotes rompem o ovo, cavam a areia e chegam à superfície, em seguida, guiadas pela luz dos astros refletidas na água, seguem em direção ao mar.



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Com a urbanização da orla, as luzes da cidade desorientam as tartarugas que seguem para o lado contrário e morrem cansadas, desidratadas ou até atropeladas. Para evitar isso, todo os dias as praias são monitoradas em busca de ninhos, estes são identificados e cercados (para evitar o pisoteio) e quando as tartarugas estão prontas para nascerem, elas são retiradas da areia pela equipe da ONG durante o dia e colocadas na areia para que, guiadas pelo reflexo do sol no mar, façam o caminho correto e cheguem até a água.



De cada mil tartarugas, uma ou duas chegam à fase adulta. As outras servem de alimento para outros animais ajudando a manter o equilíbrio na cadeia alimentar.
*Texto escrito baseado nas palestras da ONG.

O texto vai ficar (ainda mais) longo, mas é algo que eu precisava deixar registrado aqui.
Antes de mudar para João Pessoa eu já conhecia o projeto e quando mudamos fiquei com muita vontade de fazer parte disso, mas não consegui por conta da bagunça da mudança, adaptação. Enfim…
De alguma forma o universo conspirou pra que um desejo adolescente… (Sim! O meu projeto de vida era me tornar bióloga marinha, viver na praia ou em alto mar e dedicar meus estudos aos animais. Mas no meio do caminho tive que escolher e eu abri mão disso pra ser mãe e o sonho ficou guardado).
Voltando para conspiração do universo:
Um dia Rita entrou em contato com a La Pomme porque precisavam de camisetas para Guajiru – A ONG mantém uma pequena loja com o propósito de levantar recursos para manutenção das atividades, já que não possuem incentivo financeiro externo. É a venda dos produtos disponibilizados que garante a continuidade do trabalho.



As camisetas ficaram lindas e foi um trabalho que eu realizei feliz da vida, pensando nos caminhos que trilhamos, relembrando do meu sonho…
No dia da entrega das camisetas, resolvemos ficar por alí e ajudar um pouco.
Isadora me intimou: Mãe, eu quero ser voluntária! Deixa, por favor!
Ah! Como negar isso? Minha filha não estava me pedindo pra ir ao shopping ou pra lhe comprar coisas caras ou fazer um passeio vazio. Ela queria fazer parte de um projeto que trabalha em prol do coletivo. Não deu pra negar (e na verdade eu não queria). Agora, uma vez por semana nós 3 vamos lá doar um pouquinho do nosso tempo.
Ainda ficamos um pouco perdidos, mas emoção de estar alí é demais.
Ver Isadora empolgada e apaixonada em cuidar da natureza, estar na praia, estar em contato com um pedaço de um sonho antigo.
Sem contar a energia boa que girar em torno das pessoas, o sorriso no rosto, mesmo andando no sol quente, na areia fofa. Nós 3 juntos <3
Eu poderia escrever o resto da vida e não conseguiria explicar  a felicidade de sentir um filhotinho de tartaruga nadando sobre meu pé, de ver Isadora e Eder ajudando no nascimento das tartaruguinhas, de ver presenciar a corrida dessas pequenas em direção ao mar e ver elas ficarem elétricas quando sentem a água do mar…

Sou grata pela minha vida e pelos caminhos que ela tem me levado!
Sou grata pelas pessoas com quem tenho cruzado.

Quem quiser conhecer o trabalho da Guajiru:
www.guajiru.com.br/
www.facebook.com/tartarugasurbanas

Quem quiser ajudar a ONG pode adotar um ninho ou adquirir os produtos da lojinha.
Em breve estará no ar uma loja on line.

E lembrem-se descartem seus lixos de forma correta, pense num consumo consciente, descarte o uso de sacolinhas ou embalagens sempre que der. É assustadoramente crescente o número de animais doentes e mortos com obstrução intestinal causada por plástico. Como diz Rita, até techa de computador já foi encontrada dentro da barriga das tartarugas.
Cuidem da vegetação da praia, aquele “mato” tem um função essencial para reprodução das tartarugas e para o equilibrio da praia. Evite andar sobre a vegetação, não plante coqueiro (o coqueiro não é vegetação típica da orla, faz sombra e mata a vegetação rasteira), não jogue lixo.
Nós não estamos acima da natureza, nós fazemos parte dela e precisamos dela também.
Cada um pode fazer a sua parte, sem precisar sair de casa pra isso, basta pensar nas suas ações e mudar alguns hábitos!


Um beijo pra vocês de uma pessoa que está se sentindo muito feliz!
:)

{Fotos retiradas do facebook do Projeto Tartarugas Urbanas, meu instagram @evinhac e da La Pomme @lojalapomme}

… aqui de casa!

Primeiro chegou Nina! nossa Labrador linda, obediente, calma e fooooofa!

Depois chegou Net, presente de uma cliente que trouxe para fazer fotos com ele! Net, segundo Isadora, é abreviação de Internet.

E como se não bastasse Isadora ganhou de presente de aniversário de uma amiga a dona Zoiúda! Uma Hamster muito assustadinha.

Nós sempre somos meio relutantes em ter bichinhos, porque pensamos que se o temos, precisamos cuidar deles com carinho e cuidado e muitas vezes na correria do dia a dia terminamos falhando. Mas é inevitável, Isadora ama bichinhos (e bichões também). Mas aí que terminamos unindo o útil ao agradável e os bichinho nos ajudam a trabalhar com Isadora noções de responsabilidade! É de responsabilidade dela os cuidados com eles, água, comida é tarefa dela!

E ela ama muito tudo isso :D

… que dou carinho pra ela!

… e no terraço, tenho duas habitantes:

E porque as duas estão com a língua pra fora? porque estavam pintando fogo antes deu fazer a foto!

– Respondendo os comentários do post anterior –
Ai queridas!!! como é bom retornar e ser recebida tão carinhosamente… é muito bom saber que fazemos falta…
bom… Agradeço o carinho de vocês de coração.
Jussara e Paula: obrigada pelos esclarecimentos sobre o recamier eu pensava ser outra coisa (tá vendo mãe alguém te passou a informação errada).
Lú: essa peça de ferro não foi tão cara e quando fiz a foto eu tinha certeza que você iria gostar :)
Vivian: não tem coisa melhor que casa aqui nem eu, nem eder nem isadora pretendemos ir pra um apartamento, onde sua privacidade é descartada, sua liberdade e a dos nossos pequenuchos… gosto não… rs
Mãe, suas peças ficaram de morer de linda a Lú que vai babar!!!
caroline: eu não tenho um local coberto do lado de fora, a idéia é fazer uma base em algum material pra exteriores e encher de almofadas no verão na hora de ir pra la… o ruim é só ter que remover depois!!!

Bom, já que Nina fez sucesso por aqui então lá vai as minhas nêgas:

a nêga preta: Xena – doce, carente, é só olhar para os olhinhos delas, um olhar de quem ta sempre querendo uma atenção, parece que foi sempre deixada de lado…
não me agrada muito o nome dela, mas ela já teve outro dono, veio pra nós com 4 meses e preferimos não trocá-lo. quando ela chegou já tinhamos Nina.

Minha nêga branca: Nina – sapeca, desenrolada, dominadora, o seu nome original é menina, mas segundos os veterinários os cães associam melhor os nomes curtos e ficariam melhor chamá-la de Nina, então ficou como apelido… rs. Ela não cresceu muito e até pouco tempo tinha cara de pé duro, apesar de possuir pedigree.

As duas tem a mesma idade 1 aninho! e fazem o terror do meu jardim só querem saber de fazer coco lá… :(

Bom estou saindo pra resolver coisas importantes: lembram das coisas “prestes a acontecer”? pois… assim que ter ver resultados comunico… vem surpresa por ai!!!

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