Esse mês completou 1 ano que mudamos pra Jampa, parece que foi ontem e ao mesmo tempo parece que sempre estivemos aqui!
A adaptação foi rápida, logo deu pra sentir que foi uma escolha feliz.
Eu prometi (aqui, no facebook e no instagram) que mostraria a casa nova, a decoração e tudo mais. Terminei não fazendo. E não fiz porque a casa ainda não ganhou forma, não achava que havia nada que valesse a pena mostrar.

A verdade é que apesar de muito desejada e comemorada, por conta da mudança tivemos muitas questões para resolver no trabalho, na casa, na vida…
Então o foco não estava na decoração, por mais que a gente sempre tentasse fazer algo, não conseguíamos concluir ou não chegávamos num resultado legal. Basicamente o que fizemos foi pintar, arrumar a parte elétrica e tentar acomodar nossas coisas da melhor forma possível já que essa casa é BEM menor que a anterior. No dia que a mudança chegou, a gente olhava e não acreditava que ia conseguir colocar tudo pra dentro…rs

(Ainda tenho caixas sem desempacotar por não ter espaço para colocar as coisas, e até semana passada o banheiro social estava interditado servindo de depósito …)

Mas, sabe? Agora não existe pressa (apesar da ansiedade) pra chegar a um resultado. Esse tempo foi importante pra gente sentir as necessidades de cada espaço, observar como utilizamos cada um deles. Apesar desse exercício não ter sido feito de forma consciente, ele existiu.
Sabe o que aconteceu também? Houve uma certa acomodação… Eram tantas outras coisas pra resolver, sem contar que estávamos vivendo tantas coisas legais fora de casa que, apesar da vontade de transformar esse lugar, terminava ficando pra depois.

Acontece que isso terminava me deixando, de certa forma triste e frustrada, porque eu não me enxergava na minha casa e isso é muito importante pra mim. Eu não estava insatisfeita emocionalmente, eu gosto e me sinto muito bem aqui… Não sei se pra todo mundo funciona assim, mas pra mim uma coisa é você se sentir bem na casa, ser grata pelo espaço que tem e que cuida e isso a gente sente no dia a dia, de olhos abertos ou de olhos fechados. Outra coisa é abrir os olhos e não “enxergar” essa sensação, olhar em volta e não encontrar elementos que traduzam fisicamente aquilo que nossa alma vive e sente.
Eu gosto de usar minha casa como espaço de expressão. Quando visitei minha mãe mês passado, relembrei como é bom ter uma casa bonita. Não tô falando de luxo, nem de ostentação. Tô falando da beleza que reforça o sentimento de pertencimento de um lugar, da que conta a história da nossa vida através dos objetos de nossa casa…
Enfim, foi vendo a casa de minha mãe, cada cantinho, cada cor, cada elemento decorativo, que aquela vontade de fazer aquilo acontecer aqui na minha casa veio com força!
Aproveitei que ganhei um monte de coisas dela (de livro  a uma cama novinha em folha – que veio amarrada no teto do carro… hahahaha) e usei como empurrão pra começar a mexer na casa.

Tô ficando feliz, tem MUITA coisa pra fazer, muita coisa iniciada desde a mudança e parada, mas devagar e com amor a gente chega lá!
Meu quarto já ganhou outra vida e já consigo olhar e ver um pouco do que eu sinto <3

*Primeira foto foi em julho de 2013 (quando nos mudamos e pintamos a casa toda) as duas última foi hoje (julho de 2014).

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> As fotos do quadro foram feitas por Beta Bernardo
(Imprimi as fotos e colei sobre o vidro de um quadro velho depois de ter pintado a moldura)
> A cama e a colcha de retalhos foram presentes da mama Margaretss (a colcha foi ela que fez!!!!)
> A almofada personalizada é da La Pomme
> Banquinho anos 70 e base do abajur – Tok&Stock
> Letras da palavra “AMOR” e cúpula feitos por mim <3

<3
Beijoca pra vocês!

…possível
Um tempinho atrás eu disse por aqui (não me lembro mais em qual post) que estava precisando esperar por coisas que não dependiam de mim, e que talvez viesse com surpresas, e uma série de suspenses e mistérios!
Pois é, tem alguns meses que estamos em busca de um sonho: O da casa própria!
Procuramos, procuramos, procuramos. Queriamos um lugarzinho gostoso, fora da cidade, mas de fácil acesso à ela (afinal temos filhota na escola e trabalhamos aqui), com muita natureza e muito verde. Quase compramos uma área que já tinha casa construída, muito terreno e muitas fruteiras, mas na hora H, alguma coisa soprou nos nossos ouvidos: “Isso não é pra vocês”
E a procura continuou, até que achamos um terreno completamente rodeado por Mata Atlântica, e nos encantamos, um lugar tranquilo, cercado por natureza. Foram meses até poder chamar de nosso. Não tinhamos a grana, nem condição de negociação direta com o proprietário, e financiar terreno é meio complicado, não é qualquer banco que faz, mas conseguimos financiamento e hoje ele é nosso!
Foram tantas coisas pra resolver que meu entusiasmo foi acabando e eu só pensava nas questões práticas, documentos pra lá e pra cá (sendo em outra cidade as coisas ficam um pouco mais complicadas). Depois o medo de não conseguir construir, e uma série de coisas.
As coisas foram se encaminhando e essa semana pegamos a planta quase definitiva e isso retomou meu entusiasmo. Feliz feliz da vida!
E esse é um dos motivos da minha falta de tempo, da minha falta de coisas pra mostrar (porque não consigo mais pensar em coisas pra essas casa, tudo que penso em fazer só penso pra minha casa nova que nem sei quando chegará), perdeu um pouco o sentido pensar nessa aqui, apesar de ser nela que moro hoje! Mas nem se preocupe, o blog continua com o mesmo foco, eu encontrerei coisinhas pra trocar figurinhas com vocês.
Vou abri uma seção nova: Construindo  um sonho pra postar coisas referente à contrução, com soluções, ideias, coisas que temos pesquisado e achamos interessante compartilhar, além de tudo que for sendo feito. Eu, Eder e Isadora escreveremos nessa seção.
Tudo que sabemos hoje é que será uma casa simples, bem simples mesmo, integrada à natureza e com o máximo de soluções sustentáveis.
Deixo umas fotos do terrenos e de locais próximos a ele.

 Paisagem que encontramos próximo ao terreno… diz se não é um sonho?
 Assim foi como encontramos, quando fomos olhar a primeira vez! tá vendo aquele monte de árvores? não será derrubada nenhuma, vamos nos moldar à natureza e não moldá-la à nós!
Essa é a “moça” que mais está curtindo toda essa estória, ela até parece que sabe quando chega fim de semana (dia de ir no terreno) corre pro carro e se o porta malas estiver aberto ela pula logo, se não estiver fica louca em volta da gente.
Esse espaço cheio de folhas é a nossa mesa de refeições nos finais de semana: a gente pega nossa cestinha, enche de delícias e leva pra tomar café aí nesse lugarzinho, olhando pra mata, e ouvindo o silêncio da natureza. Faz uma base com tijolos, cobre com uma toalha, senta no chão e pronto!
Próximo tem uns banbuzais, a gente leva a rede e pendura neles e dá pra tirar uma soneca ouovindo o som do vento nas folhas e olhando pra água!
Tem muito animais, já vimos Iguana, cutia, jacaré (isso J A C A R É, no fundo do njosso terreno tem um riachinho que liga dois açudes e o danado foi supreendido lá) . Na útima vez que nos fomos Isadora recebeu visitas ilustres e serviu de lanche um “bago” de jaca! Será que ela ficou feliz?
Começando os planejamentos.
Isso é o que encontramos na volta pra nossa casa temporária! Essa árvore linda iluminada pelo sol de fim de tarde.
Essa duas útimas fotos é só pra fechar com um pouco da poesia do momento em que estamos vivendo
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