Mais uma tentativa de retorno com direito à reflexão e desabafo.

Volto 3 anos no tempo, moro num lugar ao qual me sinto pertencente. Lugar que transformei em lar. Onde vi minha filha crescer, aprender a ler e a criar laços…
Tinha um jadim delicioso, onde eu me sentia plena. Mas apesar disso tudo eu sabia que aquele não era o meu lugar e sentia que era hora de buscar o que era meu.

Passamos um ano procurando um nova casa em uma nova cidade e estado.
Um ano de muito sentimento misturado, dúvidas, esperanças, incertezas… Momentos de exaustão, medo de não conseguir, mas ao mesmo tempo uma certeza absurda que que ia rolar, de que a gente ia encontrar o que a gente tava procurando. A gente precisava de um milagre.

E assim foi.
Dia 5 de julho de 2013 eu entrava pela primeira vez na minha casa. A minha! Aquela que eu não precisaria pedir autorização pra fazer uma jardim ou pra quebrar uma parede.
Alguém consegue imaginar a alegria que eu, Eder e Doricas vivíamos naquele momento?
Como eu ia decorar e transforma minha casa nova num lar, que me representasse, em que eu me sentisse bem, em que eu me sentisse pertencente? Como seriam os próximos dias, meses, anos?

Eu prometi ir mostrando as transformações aqui não foi? Prometi mostrar a casa e mostrar à medida que um lar fosse nascendo.
Isso aconteceu pouco, bem pouco mesmo… A verdade é que eu fui permitindo que essa alegria fosse morrendo. Eu fui me conformando e de repente eu me vi triste com a minha casa.
Quando mudamos eu, sem querer, criei uma regra. A regra de que eu não podia gastar dinheiro com decoração naquele momento e que também não tinha tempo.
Eu alimentei essa regra e mesmo que tivesse mexido aqui e alí e feito muitas tentantivas, mesmo que tivesse tentando fazer alguma coisa, a danada da regra de que eu não podia gastar dinheiro com a decoração da casa deu força à regra de que eu só poderia decorar a casa quando sobrasse dinheiro.
Ora bola, quantas vezes eu arrumei cantinhos deliciosos com criatividade e com o que eu já tinha em casa? Porque agora que eu realmente precisava fazer dessa forma tinha que ser diferente, porque agora era um empecilho?

Mas foi assim que foi.
Eu fiquei triste porque não tinha mais um jardim lindo pra cuidar, pra relaxar.
E porque eu não tinha disponível a grana suficiente pra construir um rápido, eu também não me permiti ir construindo um aos poucos.
Porque eu acreditei que não tinha grana pra realizar as mudanças que eu gostaria, eu deixei de realizar as mudanças que eu poderia.

Num determinado dia eu me percebi dizendo que não gostava daqui. Foi doído perceber isso, foi sim.
Mas a parte boa foi que eu percebi que eu poderia mudar isso, eu percebi que eu estava olhando só o que eu não tinha, que eu estava me conectando com a escassez e por isso não enxergava a abundância e o que eu já tinha.

Eu tinha latas de tinta e corante guardados
Eu tinha móveis, estragando na chuva…
Eu tinha paredes vazias na sala e quadros estragando entulhados no “quartinho da bagunça”
Eu tinha janelas precisando de cortinas e tecidos guardados mofando.
Eu tinha caixas para sapato guardadas acumulando poeira e sapatos soltos embaixo da cama.

Eu aprendi que eu precisava me reconectar, olhar para o que eu queria e não para o que eu não queria. Colocar energia no que eu eu quero, porque o que cresce é aquilo em que eu coloco energia e atenção. Se eu voltar minha atenção para o que eu não quero, adivinha o que vai crescer?

Bom… Uns meses depois
AINDA não tenho a entrada dos meus sonhos, mas tenho móvel turquesa me recebendo com alegria e me lembrando de que eu posso.
Quando eu abro a porta de casa a primeira coisa que vejo é uma parede INCRÍVEL, me lembrando que eu posso porque eu acredito.
E quando eu sento pra trabalhar, tem uma cortina, LINDA que eu estampei com carimbo, que costurei e que me deu uma satisfação enorme de fazer, de ver ficar pronta, principalmente por ter envolvido todos aqui em casa. Ela é o meu lembrete de que se eu acreditar, eu posso voar.

Eu ainda não tenho um jardim dos sonhos, é verdade. Mas é no meu quintal tem um pé de caju, alguns de mamão. Um de acerola e um de pitanga (esses ainda não dão, mas um dia darão). Tem um muro horríveeeeel, que está ganhando vida enquanto uma trepadeira LINDA cresce abundantemente e cobre de verde e lilás a feiura do muro.
E eu tenho tempo pra cultivar no meu quintal o que eu quiser, aos poucos, com calma, com o que está disponível no presente e aguardando o que anda ainda não está disponível, mas que virá.
E cada vez que eu faço uma almofada nova, ou penduro um quadrinho o prazer e a alegria de ter um lugar pra chamar de meu, só aumenta.

O curioso é que eu percebi isso tudo, quando comecei a fazer um treinamento para crescer o meu negócio.
Foi ouvindo Simone Mitjans (minha mentora de sucesso, olha que máximo!) que eu fui olhando pra dentro de mim, me conhecendo e percebendo como a gente cria regras que só nos atrapalham e que muitas vezes nem nos damos conta disso.
Eu estou aprendendo a dizer sim a mim mesma e a me apaixonar por mim e por minhas potencialidades.
Se quiser saber mais sobre isso, pode me perguntar que eu terei uma alegria imensa em te apresentar a Simone. (É só deixar nos comentário)

E eu estou me comprometendo a voltar aqui mais vezes para falar de mais mudanças que ando realizando por aqui (inclusive trazer coisas que fiz e nem mostrei antes).
Não sei ainda qual será a frequência, mas eu volto logo. Promento!

Um beijo cheio de carinho e saudade!

Evinha

*Oi, o Trololó é grande, se você só quer ver a fotos, rola a tela, se quiser um bocadinho de prosa sobre a minha vida, senta, pega um cafezinho que lá vem conversa!

Tem muita coisa nova acontecendo dentro de mim.
Sabe quando você entra numa casa fechada e abre todas as janelas? Já reparou como parece que uma energia diferente, positiva e motivadora toma conta do espaço?
É mais ou menos assim que ando me sentindo.
Eu sempre fui muito positiva, bem Poliana, sabe?
Mas sinto que tava perdendo o brilho da vida. Andava estressada e estafada. Uma certa descrença começava a querer se instalar e não! Eu não podia deixar isso acontecer. Eu quero uma vida que faça sentido, que tenha brilho no olho e muita luz entrando pela janela.

Fazer a transição, me reencontrar e me reconectar com meus valores não é algo simples, nem fácil, muito menos rápido.

Já repeti milhões de vezes que a mudança pra Jampa é parte desse desejo de mudança, mas mudar de cidade não é como virar um chavinha e plim! todos os problemas foram embora (na verdade eles nunca vão, sempre tem uma perrenga pra resolver, mas a forma como os encaramos faz toda diferença).
Me obriguei a sair de casa mais vezes, a fazer coisas novas e diferentes, mas vou te contar um segredo: me vi de novo no automático, estressada, irritada, exausta.
Percebi que eu precisava mudar, mudar a mim e o modo como eu enxergava a vida e agia.

Esse entendimento não caiu do céu e veio, como normalmente as coisas vêm pra mim, intuitivamente. Foram dias, meses, pensando na minha vida enquanto produzia, enquanto lavava prato. Sempre que tava fazendo coisas mecânicas meu pensamento viajava pra um lugar onde eu conversava comigo e só!

Esse processo tem sido libertador e eu tenho que agradecer imensamente à Rafa Cappai da Espaçonave e à Laurellie (por ter me apresentado à Paleo).
Assisti todos os vídeos da Rafa, de uma série chamada #vamoquevamo, e ela me motivou, me fez enxergar que se eu quiser, eu posso, mas, apesar de entender, ainda andava perdida, não conseguia colocar certas coisas em prática, não conseguia me concentrar, me organizar. Não achava o botão do foco. A Transformação tava acontecendo, mas tava tudo fora do lugar.
E aí que entra a Paleo, depois que mudei minha alimentação eu alcancei um nível de entendimento e de controle sobre mim que nunca tinha experimentado: mais concentração, menos ansiedade e uma casa de janelas abertas e muita luz entrando e invadindo a vida.

Agora você deve ta se perguntando: Ô, Eva?! Quêquisso tem com a “decor” da sua sala-escritório?
Seguinte, minha gente:  Vocês sabem que eu ganhei a bolsa pra fazer o curso da Rafa, né? O Decola!LAB!
E esse curso mexe demais com a gente, é um mergulho profundo dentro de si.
Acho, que em decorrência disso, meu local de trabalho começou a me incomodar, trabalhar olhando pra parede, minha mesa ficava num local de passagem e tava sempre caótica, bagunçada, espremida!
Aquilo começou a me dar um siricutico. Eu sou assim, às vezes eu preciso mudar tudo de lugar e quando eu faço isso permito e contribuo pra energia circular.

Sábado, mesmo cansada, vindo de uma semana muito tensa (Eder fez uma cirurgia – simples, mas eu sempre fico apreensiva, correria pra deixar tudo em dia e em ordem antes da cirurgia), com Eder ainda se recuperando, eu resolvi mudar TUDO aqui no ateliê, eu precisava de espaço, um espaço meu (tá tudo ligado gente! Lembra quando eu falei de precisar me enxergar na minha casa? Faz parte desse processo), um espaço que acompanhasse essa mudança. Não queria trabalhar de cara pra parede, nem num lugar que não me sentia bem.

Agora eu trabalho olhando cores, vendo as coisas que me motivam: fotografia, livros (apesar de não gostar de ler, eu AMO livros), coisinhas que me recordam bons momentos
No domingo, passei o dia estudando na minha mesa nova e tudo fluiu tão melhor.
A gente muda dentro e o exterior tem que acompanhar :)

Vista da minha mesa:

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Máquinas de várias fases fotográficas de nossa vida. Muitas fotos e elementos que remetem à fotografia. Será que eu amo?

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Esse “quadrinhos” de Paris são porta copos que Fernanda Bérgamo trouxe de lá de presente pra mim <3
O telefone foi um achado num ferro velho.

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*Preste reparo nos toys de lego que minha Doricas fez: um pinguim e um gatinho <3

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Bandeirinhas cheias de sorrisos e alegria (e a cadeira tá escalada pra uma reforma)

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Mais um cantinho com delicadezas:
- Quadrinho de Nanda Teixeira
- Foto do Por do Sol no Engenho Anjicos
- Suculenta da feirinha orgânica
- Bonequinhos que foram topo de bolo num aniversário de Dora
- Um vaso que compramos numa viagem à Natal
- E uma divindade presente de Talma

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O que a tinta spray não fizer por você, nada mais faz! Oi amarelão :)

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Meu caderno colorido de estudos <3 (da La Pomme, claaaaaro)

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Porta chaves, bolsa e casaco na entrada de casa, feito com moldura entalhada por um artesão de Olinda.

Agora eu tô felizinha da silva com meu cantinho criativo de trabalho <3

beijoca!

antes de depois quarto infantil pequenoTem muita gente esperando as fotos do quarto de Dorica e ando tão sem tempo de fazer as coisas que esse quarto já teve umas 4 versões, mas só consegui me organizar pra fotografar e postar agora. Quem sabe depois eu não procuro outras fotos e faço um post com as outras versões, né?

Sábado passamos rapidamente por Recife e Dora pediu pra passar pelo Poço novamente, e nós fomos. Dorica chorou com saudade e todos ficamos meios saudosos. Não era uma saudade tristes, era saudade de um tempo vivido com felicidade. Acho que os 5 anos de Poço foi das épocas em que fomos mais felizes (Sem contar o período de Jampa) e não tem como não sentir um certo saudosismo.
Mas tem uma coisa que eu real,ente sinto falta: JANELAS GRANDES.
Anota aí Eder Jules: primeira reforma dessa casa eu quero JANELÕES… hahahahaha.

Voltando pro quarto de Isadora…
Todo post que eu começo a escrever sobre a casa, tenho vontade de falar da dificuldade de organizar por ela ter cômodos pequenos. A gente tem que rebolar e usar muita criatividade.
O quarto de Dora é o que demanda mais atenção porque ela usa muito o quarto dela pra brincar, pra ler, estudar… Minha vontade é fazer um mesanino com cama e espaço pra leitura e embaixo espaço pra estudar e brincar, mas por enquanto fica nos planos.

Apesar de não ter sobrado muito espaço livre, ela me contou que essa foi a forma que ela mais gostou do quarto, porque as duas camas deixam o quarto mais confortável (e só agora eu percebi que não tem foto da disposição das camas, mas fica uma paralela a outra e o espaço entre ela é o suficiente para uma pessoa).


As duas pranchas de pinos foram pintadas na cor favorita de Dona Doricas e fixadas acima da cama. Sobre elas colocamos os livros que ela tanto se orgulha e adora tê-los por perto.
Pra ganhar espaço a gente decorou a prateleira com os brinquedos dela:
- Lego e bichinhos em caixinhas e potes transparentes;
- Quadros pintados por ela;
- A coleção de relógios;
- As bonecas Pepas que ela ama e que foram presente da Lia Agio (e também são confeccionadas por ela);
- Bonequinhos que ela modelou com lego, barro, biscuit, papel alumínio;
- Maquininha analógica que ela ama e foi presente de Samara e Ivan do Instituto Candela;
- Maletinha do Pequeno Príncipe que ganhou de Fernanda Reali;
- e mais um monte de quinquilharia que dá o maior trabalho pra limpar, mas são peças afetivas (e de uso dela do dia a dia) que refletem a personalidade dela e que fazem ela virar pra mim e dizer que ama o quarto dela <3

Pra resolver o problema dos inúmeros gibis jogados pela casa toda, combinamos de distribuí-los pela rua para as crianças que encontrássemos em nosso caminho. No início ela resistiu, mas depois concordou e ainda me disse que foi muito bom ver a felicidade das crianças que ganhavam e que ela ficou feliz também.
Deixamos apenas os gibis mais novos e o primeiro que ela ganhou. Pra eles não ficarem por aí, ganharam um suporte (que já serviu pra um monte de outras coisas… hahahah). O suporte é nada mais, nada menos que barras de banheiro para toalhas.
Outro ponto complicado no quarto de Isadora são os bichinhos de pelúcia. Ela é alérgica, mas nunca conseguiu viver sem bichinhos, a gente faz rodízio, mas ela sempre quer mais e sempre tem alguém (eu e Vovó Margaret) fazendo novos bichinhos de pano pra ela. Aproveitei as barras de sustentação da prateleira, passei elástico e prendi alguns bichinhos.

Do outro lado do quarto, pintei nuvens pra menina que vive no mundo da lua e sonha em voar como um pássaro. Tentei fazer com carimbo e com stencil, não deu certo, então pintei à mão.
Na cama, o primeiro presente dela (Cachorrão! 12 anos depois ele está firme e forte), A almofada toy (da La Pomme) em formato de Torre Eiffel e uma almofada de coração que Dorica costurou!


Na mesa lateral tem aparelhinho pra ouvir música na hora de dormir, caixinhas com estampa La Pomme da Coleção “Eu Amo Paris”, máscara de dormir e suculenta que Cactus Lira vende na feirinha de UFPB.
A almofadinha de nuvem, adivinhem de onde??? La Pomme, claro! hahahaha


Em frente às camas fica a mesa de estudos (leia-se bagunça). Fiz um móbile super fácil com retalhos de papel colorido e o nome dela com papéis estampados
Tentei deixar na mesa só as coisas essenciais para estudo, maaaas quem disse? Além dos dicionários que ela ama, os lápis de cor, hidrocor e o mural de recados tem um monte de fofíces (mais torres, mais relógio, mais bichinhos e etc, etc, etc…)

No fim, como já falei lá em cima, o quarto ficou do jeito que ela curtiu, com elementos que falam dela e pra ela.
Não gastei nada, usei só as coisas que  a gente já tinha em casa e elementos afetivos e que contam a história dela!

E aí curtiram?

Um beijo!

Esse mês completou 1 ano que mudamos pra Jampa, parece que foi ontem e ao mesmo tempo parece que sempre estivemos aqui!
A adaptação foi rápida, logo deu pra sentir que foi uma escolha feliz.
Eu prometi (aqui, no facebook e no instagram) que mostraria a casa nova, a decoração e tudo mais. Terminei não fazendo. E não fiz porque a casa ainda não ganhou forma, não achava que havia nada que valesse a pena mostrar.

A verdade é que apesar de muito desejada e comemorada, por conta da mudança tivemos muitas questões para resolver no trabalho, na casa, na vida…
Então o foco não estava na decoração, por mais que a gente sempre tentasse fazer algo, não conseguíamos concluir ou não chegávamos num resultado legal. Basicamente o que fizemos foi pintar, arrumar a parte elétrica e tentar acomodar nossas coisas da melhor forma possível já que essa casa é BEM menor que a anterior. No dia que a mudança chegou, a gente olhava e não acreditava que ia conseguir colocar tudo pra dentro…rs

(Ainda tenho caixas sem desempacotar por não ter espaço para colocar as coisas, e até semana passada o banheiro social estava interditado servindo de depósito …)

Mas, sabe? Agora não existe pressa (apesar da ansiedade) pra chegar a um resultado. Esse tempo foi importante pra gente sentir as necessidades de cada espaço, observar como utilizamos cada um deles. Apesar desse exercício não ter sido feito de forma consciente, ele existiu.
Sabe o que aconteceu também? Houve uma certa acomodação… Eram tantas outras coisas pra resolver, sem contar que estávamos vivendo tantas coisas legais fora de casa que, apesar da vontade de transformar esse lugar, terminava ficando pra depois.

Acontece que isso terminava me deixando, de certa forma triste e frustrada, porque eu não me enxergava na minha casa e isso é muito importante pra mim. Eu não estava insatisfeita emocionalmente, eu gosto e me sinto muito bem aqui… Não sei se pra todo mundo funciona assim, mas pra mim uma coisa é você se sentir bem na casa, ser grata pelo espaço que tem e que cuida e isso a gente sente no dia a dia, de olhos abertos ou de olhos fechados. Outra coisa é abrir os olhos e não “enxergar” essa sensação, olhar em volta e não encontrar elementos que traduzam fisicamente aquilo que nossa alma vive e sente.
Eu gosto de usar minha casa como espaço de expressão. Quando visitei minha mãe mês passado, relembrei como é bom ter uma casa bonita. Não tô falando de luxo, nem de ostentação. Tô falando da beleza que reforça o sentimento de pertencimento de um lugar, da que conta a história da nossa vida através dos objetos de nossa casa…
Enfim, foi vendo a casa de minha mãe, cada cantinho, cada cor, cada elemento decorativo, que aquela vontade de fazer aquilo acontecer aqui na minha casa veio com força!
Aproveitei que ganhei um monte de coisas dela (de livro  a uma cama novinha em folha – que veio amarrada no teto do carro… hahahaha) e usei como empurrão pra começar a mexer na casa.

Tô ficando feliz, tem MUITA coisa pra fazer, muita coisa iniciada desde a mudança e parada, mas devagar e com amor a gente chega lá!
Meu quarto já ganhou outra vida e já consigo olhar e ver um pouco do que eu sinto <3

*Primeira foto foi em julho de 2013 (quando nos mudamos e pintamos a casa toda) as duas última foi hoje (julho de 2014).

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> As fotos do quadro foram feitas por Beta Bernardo
(Imprimi as fotos e colei sobre o vidro de um quadro velho depois de ter pintado a moldura)
> A cama e a colcha de retalhos foram presentes da mama Margaretss (a colcha foi ela que fez!!!!)
> A almofada personalizada é da La Pomme
> Banquinho anos 70 e base do abajur – Tok&Stock
> Letras da palavra “AMOR” e cúpula feitos por mim <3

<3
Beijoca pra vocês!

Na mudança pra casa nova eu já estava convencida e conformada por não ter sala, já que a sala seria nosso escritório e eu acreditava que não teríamos muito espaço para sofá, mesa de centro e etc.
Deixei meus sofás em Recife e vim feliz sabendo que não teria espaço pra eles.

Chegando aqui depois de conseguir colocar as coisas em seu devido lugar eu percebi que não tava assim tão feliz com a sala/escritório. Tava feio, tava sem graça. Eu queria um cantinho aconchegante. Mas não tinha nem espaço nem móvel pra um cantinho assim.
Mas eu me conheço, não ia sossegar enquanto não deixasse a sala/escritório mais fofa e aconchegante.
Aproveitei que precisamos tirar todos os móveis da sala pra embutir os fios e pintar, joguei um charme no marido e convenci ele a remanejar os móveis de forma que sobrasse espaço pra um sofá.
O que um cheiro no cangonte não faz, heim? Marido topou e até concordou que a gente precisava ter um sofá.
Oba!

Mas a gente não tinha sofá e palavras como “comprar” “gastar” tão riscadas de nossa lista decorativa. Toda e qualquer decoração da casa deve ter custo zero!
Tem nada não, tinha uma cama box boiando, sendo causadora de problemas por não ter onde colocar. E ela passou de patinho feio causadora de problemas para um cisne lindo que resolveu meus “problemas”

Forrei a cúpula do abajur, pintei um móvel pra usar como mesa lateralfiz novas almofadas e pronto!
Agora eu tô feliz com minha sala/escritório, tô sim!

Já tinha usado esse artifício e adorava, olha aqui!
Essa é uma opção bem legal pra quem tem pouco espaço. Um sofá que também é uma cama, sem o desconforto de um sofá cama!
O pai de Eder ficou uns dias por aqui e  nós deixamos nosso quarto pra ele. O sofá foi minha cama e de Eder por 10 dias (a base serve como cama também, mas só pra quem gosta de colchão duro!).

Nina aprovou! E vocês aí, usariam uma cama como sofá?

beijocas e boa semana pra vocês!

P.S. Amanhã tem novidade por aqui!

Tem alguém aqui que não conhece o blog Mulher Vitrola?
Se tem, tá perdendo, heim?!

Ele é escrito pela Renata Montenegro que é ilustradora e eu adoro o estilo dos desenhos dela. Imagina a minha felicidade quando passeando pelo blog achei esse poster LINDO pra download gratuito. Não pensei duas vezes, baixei e imprimi pra pendurar no quarto de Dorica.

Já está assim, fofamente pendurado quarto de Dorica e ela amou!

;)

Em todo meu histórico de pinturas em casa só 2 vezes comprei tintas coloridas.
Uma pra pintar essas cadeiras e a outra pra pintar a parede desse quarto.

Não me arrependi, mas não tenho a menor vontade de fazer novamente.
Acho muito mais legal temperar minha própria tinta e criar minha própria cor.

A dica vale pra qualquer tinta à base de água: látex, acrílica, pvc e até a esmalte {lembrando que tem a esmalte a base d’água e solvente e só dá certo se for a base d’água, mesmo o vendedor da loja diga que não serve}

Essa mistura serve pra pintar parede, madeira, papel, praticamente todo tipo de material… depende do tipo de tinta que você escolher (veja instruções do fabricante da tinta).

Você só vai precisar de tinta branca à base d’água (branco neve) e corante líquido ou pó xadrez.
O corante líquido é mais fácil de trabalhar e resulta em cores mais abertas. O pó xadrez tem uns macetes pra “não embolar” e resulta em cores mais terrosas (que eu particularmente não gosto). Se for necessário você pode usar numa mesma mistura o pó xadrez e o corante líquido.

Basicamente você vai misturar o corante com a tinta. Mas tem alguns truques e dicas:
- Antes de jogar o corante direto na tinta, faça um pré teste em um pouquinho de tinta a parte para ter certeza que eles se misturam sem problemas.
- Pra temperar usando o corante líquido é só jogá-lo direto dentro do recipiente com tinta branca e misturar. Mas se o corante for em pó, não joque direto porque será difícil conseguir uma mistura homogênea (vai embolar). Dilua previamente o pó, usando água. Num recipiente a parte, adicione água ao pó aos poucos até que fique líquido. Utilize um píncel para ajudar a dissolver e misturar. Aí sim você pode ir jogando essa mistura, devagar, na tinta branca.
- Não coloque uma grande quantidade de corante de uma vez, vá colocando aos poucos e misturando até chegar num tom um pouco mais claro que o desejado, porque depois de seco a tinta tende a escurecer. Pra testar, pinte um pequeno pedaço da superfície e espere o tempo de secagem ao toque para ver a cor como vai ficar. Leve também em consideração o local onde essa tinta vai ser aplicada, locais mais iluminados vão dar a impressão de uma cor mais claro e locais mais escuros vão dar a impressão de cores também mais escuras.


- É bom ir testando o tom da tinta sempre antes de acionar mais corante ou criar pincele a tinta em alguma superfície para ter uma noção melhor da cor.


- Se for criar uma cor composta, use um programa tipo Photoshop para ver a composição da cor desejada e ter noção das proporções de cada cor na composição. Não serve como parâmetro exato, apenas como norteador.
-Tente calcular mais ou menos quanto de tinta você vai usar e na dúvida faça a mais para não correr o risco de acabar e ter que fazer uma nova têmpera. Se isso acontecer você ficar com tintas de cores diferentes. Se não for usar toda a tinta branca, use um vidro com tampa para fazer a mistura, isso facilitará a identificação da cor posteriormente, caso sobre tinta.

Dica extra: você pode substituir a tinta branca por cola branca e terá como resultado uma cor mais pura (já que ao secar a cola fica transparente e a tinta não sofre a interferência da cor branca). Mas essa mistura só servirá para pequenas pinturas em objetos,  pintura de telas ou pintura decorativa em parede com essa e essa.

No mais é só seguir as instruções do fabricante da tinta.
Já fiz alguns posts com dicas de pintura:
- Restauração de móveis
- Paredes coloridas

Vantagens:

- Economia! Sai mais barato comprar a tinta branca e o corante que comprar a tinta preparada na cor desejada. Com uma mesma lata de tinta você faz várias cores. Só tempere a quantidade que vai usar.
Tendo tinta branca  e corantes você sempre poderá fazer a cor da tinta desejada em casa.
-Divertido! Escolha a cor, teste, misture, procure o tom certo, prepare sua própria cor!

Desvantagens:

- Se você não fizer a quantidade suficiente e tiver que refazer, ou se precisar fazer retoques futuros, provavelmente não conseguirá novamente o mesmo tom.
- Nem sempre você conseguirá atingir o tom e cores exatas que deseja, diferente de ter uma tabela de cores onde se escolhe exatamente a cor desejada
- Prático! Vai na loja, paga, leva e pinta (ou manda pintar)!

As fotos do post foram feitas de celular enquanto preparava cor da prateleira do quarto de Dorica!
Olha um pedacinho:
Em breve aqui!

Uma semana azul pra vocês :)

É muito interessante como essa parede provoca as pessoas!
Há sempre um comentário sobre ela e a tal da ALEGRIA!

Hoje chegou mercadoria aqui no ateliê e o rapaz que veio entregar comentou:
- Alegria, alegria, alegria, alegria… Aqui o que não falta é alegria!

E eu respondi:
- É! Aqui pode faltar tudo, mas não pode faltar alegria!

Pra quem vem é uma provocação, pra gente que tá aqui todo dia é um lembrete :D

Lembram que eu mostrei esses dias como deixar os puxadores luxo, glória e poder?

Mas eu mesma não sigo meus conselhos e não embelezei nenhuma gaveta! “óia”

Eu usei uma moldura antiga que tinha aqui, cortei isopor na medida interna da moldura, forrei com tecido e encaixei na moldura (simples assim :D )
Aí fiz furinhos com a furadeira e coloquei gancho L e os puxadores!

Agora não tem mais desculpa pra perder as chaves ou esquecer um compromisso e de quebra ainda tem espaço pra recadinhos felizes!

Curtiu?

A parede da cabeceira do meu quarto tava tão, mas tão sem graça e eu queria alegrá-la em 5 minutos!
Tive mil e ideia e todas levariam pelo menos horas… outras até dias. Mas eu queria algo instantâneo igual a leite em pó! rs

E aí que eu lembrei que tinha papeis coloridos no ateliê, cortados em tamanho bacana pra fazer minha parede ficar colorida assim PÁ PUM!

Eu não usei nadica pra medir.
Simplesmente fui colando com fita crepe!
Minha mãe me perguntou porque não usei fita dupla face pra não ficar a fita aparecendo. E o motivo é bem simples… não pretendia ter nada certinho mesmo não, só queria uma parede menos feinha e alegre! Sem contar que fita crepe quando eu enjoar eu tiro e pronto!

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Aproveitei pra resgatar essa mesinha linda do estúdio aqui pro meu quarto!

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