Mais uma tentativa de retorno com direito à reflexão e desabafo.

Volto 3 anos no tempo, moro num lugar ao qual me sinto pertencente. Lugar que transformei em lar. Onde vi minha filha crescer, aprender a ler e a criar laços…
Tinha um jadim delicioso, onde eu me sentia plena. Mas apesar disso tudo eu sabia que aquele não era o meu lugar e sentia que era hora de buscar o que era meu.

Passamos um ano procurando um nova casa em uma nova cidade e estado.
Um ano de muito sentimento misturado, dúvidas, esperanças, incertezas… Momentos de exaustão, medo de não conseguir, mas ao mesmo tempo uma certeza absurda que que ia rolar, de que a gente ia encontrar o que a gente tava procurando. A gente precisava de um milagre.

E assim foi.
Dia 5 de julho de 2013 eu entrava pela primeira vez na minha casa. A minha! Aquela que eu não precisaria pedir autorização pra fazer uma jardim ou pra quebrar uma parede.
Alguém consegue imaginar a alegria que eu, Eder e Doricas vivíamos naquele momento?
Como eu ia decorar e transforma minha casa nova num lar, que me representasse, em que eu me sentisse bem, em que eu me sentisse pertencente? Como seriam os próximos dias, meses, anos?

Eu prometi ir mostrando as transformações aqui não foi? Prometi mostrar a casa e mostrar à medida que um lar fosse nascendo.
Isso aconteceu pouco, bem pouco mesmo… A verdade é que eu fui permitindo que essa alegria fosse morrendo. Eu fui me conformando e de repente eu me vi triste com a minha casa.
Quando mudamos eu, sem querer, criei uma regra. A regra de que eu não podia gastar dinheiro com decoração naquele momento e que também não tinha tempo.
Eu alimentei essa regra e mesmo que tivesse mexido aqui e alí e feito muitas tentantivas, mesmo que tivesse tentando fazer alguma coisa, a danada da regra de que eu não podia gastar dinheiro com a decoração da casa deu força à regra de que eu só poderia decorar a casa quando sobrasse dinheiro.
Ora bola, quantas vezes eu arrumei cantinhos deliciosos com criatividade e com o que eu já tinha em casa? Porque agora que eu realmente precisava fazer dessa forma tinha que ser diferente, porque agora era um empecilho?

Mas foi assim que foi.
Eu fiquei triste porque não tinha mais um jardim lindo pra cuidar, pra relaxar.
E porque eu não tinha disponível a grana suficiente pra construir um rápido, eu também não me permiti ir construindo um aos poucos.
Porque eu acreditei que não tinha grana pra realizar as mudanças que eu gostaria, eu deixei de realizar as mudanças que eu poderia.

Num determinado dia eu me percebi dizendo que não gostava daqui. Foi doído perceber isso, foi sim.
Mas a parte boa foi que eu percebi que eu poderia mudar isso, eu percebi que eu estava olhando só o que eu não tinha, que eu estava me conectando com a escassez e por isso não enxergava a abundância e o que eu já tinha.

Eu tinha latas de tinta e corante guardados
Eu tinha móveis, estragando na chuva…
Eu tinha paredes vazias na sala e quadros estragando entulhados no “quartinho da bagunça”
Eu tinha janelas precisando de cortinas e tecidos guardados mofando.
Eu tinha caixas para sapato guardadas acumulando poeira e sapatos soltos embaixo da cama.

Eu aprendi que eu precisava me reconectar, olhar para o que eu queria e não para o que eu não queria. Colocar energia no que eu eu quero, porque o que cresce é aquilo em que eu coloco energia e atenção. Se eu voltar minha atenção para o que eu não quero, adivinha o que vai crescer?

Bom… Uns meses depois
AINDA não tenho a entrada dos meus sonhos, mas tenho móvel turquesa me recebendo com alegria e me lembrando de que eu posso.
Quando eu abro a porta de casa a primeira coisa que vejo é uma parede INCRÍVEL, me lembrando que eu posso porque eu acredito.
E quando eu sento pra trabalhar, tem uma cortina, LINDA que eu estampei com carimbo, que costurei e que me deu uma satisfação enorme de fazer, de ver ficar pronta, principalmente por ter envolvido todos aqui em casa. Ela é o meu lembrete de que se eu acreditar, eu posso voar.

Eu ainda não tenho um jardim dos sonhos, é verdade. Mas é no meu quintal tem um pé de caju, alguns de mamão. Um de acerola e um de pitanga (esses ainda não dão, mas um dia darão). Tem um muro horríveeeeel, que está ganhando vida enquanto uma trepadeira LINDA cresce abundantemente e cobre de verde e lilás a feiura do muro.
E eu tenho tempo pra cultivar no meu quintal o que eu quiser, aos poucos, com calma, com o que está disponível no presente e aguardando o que anda ainda não está disponível, mas que virá.
E cada vez que eu faço uma almofada nova, ou penduro um quadrinho o prazer e a alegria de ter um lugar pra chamar de meu, só aumenta.

O curioso é que eu percebi isso tudo, quando comecei a fazer um treinamento para crescer o meu negócio.
Foi ouvindo Simone Mitjans (minha mentora de sucesso, olha que máximo!) que eu fui olhando pra dentro de mim, me conhecendo e percebendo como a gente cria regras que só nos atrapalham e que muitas vezes nem nos damos conta disso.
Eu estou aprendendo a dizer sim a mim mesma e a me apaixonar por mim e por minhas potencialidades.
Se quiser saber mais sobre isso, pode me perguntar que eu terei uma alegria imensa em te apresentar a Simone. (É só deixar nos comentário)

E eu estou me comprometendo a voltar aqui mais vezes para falar de mais mudanças que ando realizando por aqui (inclusive trazer coisas que fiz e nem mostrei antes).
Não sei ainda qual será a frequência, mas eu volto logo. Promento!

Um beijo cheio de carinho e saudade!

Evinha

Chegou sim!
E eu vim aqui pra te contar duas coisas.

Uma é, na verdade, um agradecimento: Consegui a bolsa pro Decola! LAB e estou muito feliz.
Se você é um criativo e quer decolar uma ideia ou um negócio, dá uma olhadinha na fanpage e no site da espaçonave. Inclusive tem um webseminário massa hoje com a linda da Rafa Cappai:

Venho acompanhando a Rafa e a espaçonave tem uns meses e tenho aprendido demais com o conteúdo disponibilizado.

Uma das coisas que tenho aprendido é a colocar a mão na massa, parar de adiar e de arranjar desculpas e agir, colocar as coisas pra frente. Sair da nossa zona de conforto, parar de achar que não sei, que é difícil, que sou tímida, que… que… que…
Vai e faz! Se não conseguir fazer tudo, fazer tudo o que puder!
E, olha, o resultado é surpreendente!

Desenhar pra mim sempre foi um obstáculo! Sempre curti, mas nunca me achei capaz e acreditei isso do fundo do meu coração.
Mas, felizmente, tenho me libertado desses mitos e monstros que a gente aprende a acreditar, e o pior, a cultivar.

Enfim, chega de blá blá, essa foi a introdução para a segunda coisa que eu quero mostrar!

O mais novo desenho que já tá lá na La Pomme:


Essa mocinha feliz nasceu da inspiração vinda da música de Yuri Queiroga, “Como se a primavera”, interpretada pela voz alegre e doce de Vanessa Oliveira (clica pra ouvir porque vale a pena).

E no fim eu fiquei feliz com o resultado, feliz por ter saído da minha zona de conforto, parado de acreditar em monstros maus e começado a acreditar no poder do fazer!

Gostaram?
Vai lá na loja ver porque além da boneca tem uma estampa pra acompanhar e uma surpresa que quero dividir com você: Clica aqui que eu te dou uma carona até lá

Minha semana vai ser linda e colorida e a sua?
beijos
Evinha!

Eu me dei conta que nunca apresentei oficialmente a segunda filhota peluda!
Essa é Prim

A história de Prim foi assim:
Passeando pela internet vi o apelo de Rayan. Ele tinha encontrado na entrada do prédio uma cachorrinha cheia de carrapato. Socorreu e estava cuidando dela, mas não poderia adotá-la.
Rayan é uma dessas pessoas iluminadas. Cuidou de Prim por 15 dias até que eu pudesse adotá-la )Pop ainda tava em período de vacinação e Prim fazendo exames pra saber se não tinha nenhuma doença). Sou grata a ele e sua mãe <3

Dia 04 de janeiro ela chegou aqui, quieta, com um olhar cansado e ainda meio triste. Orelhas? Ela tinha de sobra.
O pelo e a pele super asperos e com muitas feridinhas, apesar de todos os cuidados que teve em seu lar temporário.
Mas fomos cuidando, por sorte ela não tinha doença alguma.

Demorou um tempo pra ela perder esse olhar mortinho da foto abaixo.
Ela só parecia quieta, na verdade é uma danadinha. Latia o dia inteiro e AMA cavar, mas dentro de casa não faz muita bagunça não.
Nos primeiros dias já pousou de modelete pra La Pomme no lançamento do Lencinho Pet. Foi muito divertido fazer as fotos!

Ela e Pop se deram super bem e apesar de serem MUITO diferentes, são super companheiras. Pop ama lamber as orelhas de Prim e elas amam brincar juntas. e Também adoram dormir nas posições mais “estrambólicas” possíveis.

Ela é um chamego com Isadora, porque ela é bem tranquila e calma (menos quando está caçando sombras – que ela acredita ser borboletas) e permite que Doricas faça tudo o que quiser sem reclamar ou se esquivar: abraços, beijos, deitar juntas… Sem contar a hora da lambida: Dora deita no chão e deixa Prim lamber os braços dela pelo tempo que quiser… ECAAAAAA…rs


Muita gente no face acha que eu gosto mais de Pop e não vou negar que tenho uma afinidade maior com ela mesmo, mas não significa que goste mais ou menos, afinidade e carinho são coisas diferentes. Acho que pelo momento que Pop chegou ajudou na construção dessa relação. Mas eu conheço as particularidades de cada uma, cuido com o mesmo amor, carinho e cuidado.
Pop está sempre atrás de mim e Prim está sempre atrás das Borboletas. Só quer saber de cavar quintal, correr atrás de qualquer coisa que se movimente e só liga pra mim se eu tiver brinquedos nas mãos, nem comida atrai tanto ela quanto um brinquedo.
Dentro de casa ela é a cachorra mais tranquila do mundo (exceto se ouvir algum barulho no quintal ou portão que parte em disparada e late incessantemente).
E enquanto escrevia esse post, olhei pro lado e me deparei com isso:

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Como não amar? Me diz?

E junto com a apresentação dessa linda de nossa vida eu faço um apelo: pense bem antes de comprar um cachorro. Existem tantos num canil, abandonados, esperando um lar com amor e carinho.
Por outro lado existe uma indústria de animais que não os trata com o mínimo de humanidade.
Antes de comprar ou adotar pense bem se seu estilo de vida aceita um animal, se você está disposto a cuidar dele pelos próximo 15 – 20 anos. Se adotar/comprar eduque-o, estude, aprenda, contrate um profissional, para evitar problemas de comportamento e consequentemente abandono.
E pense numa castração. É importante!

Uma lambida da Prim e um beijo pra você!

Já é clichê, tradição, cultura ou sei lá o quê, festejar a sexta e lamentar a segunda.

Isso não faz parte do meu dia a dia. Acredito que quando a gente tá bem com a nossa vida todos os dias são dias bons. Os finais de semana são bons e os dias de semana também, cada um pelo seu motivo. Acredito, de verdade, que se você tem que fazer um grande esforço pra encarar a segunda, alguma coisa tá fora do eixo, desencaixada. É bom parar e refletir o porquê disso.

É bom curtir a família, descanso, um passeio do fim de semana, mas o trabalho durante a semana é o que, no mínimo, te proporciona tudo isso.

Já pensou como seria sua segunda se você olhasse pra ela com mais alegria e menos pesar?
{tô falando pra quem acha a segunda o pior dia da semana}
Se você visse nela mais um dia da vida para realizar coisas?

É pra pensar! Pra refletir!

Uma dica é preparar um café com mais calma, aproveitando mais cada etapa. Sair do automático. E pode parecer que isso vai tomar um pouco mais do seu tempo e te fazer acordar mais cedo, ou se atrasar, mas dá pra colocar mais amor e delicadeza na manhã de segunda {de terça, de quarta…}, não é tão difícil assim. Cortar um pão num formato diferente, sentir (prestando atenção) o cheiro do café sendo coado, colocar um música legal enquanto prepara e come. Com um pouco de vontade e atenção se encontram métodos de fazer isso sem “danos” ao relógio. Reuna as pessoas que ama pra compartilhar esse momento {e se você é só, pode ser um presente de você, pra você!}

Pegando carona nesse assunto, deixa eu mostrar uma ideia bem prática, gostosa e saudável!

Passeando pelo Facebook (eu nem faço muito isso… cof cof) me deparei com esse vídeo!

Concordei plenamente e resolvi testar. Confesso que estava bem animada pelo fato de incorporar mais um alimento que passe por menos processo industriais ao nosso dia a dia, mas meio duvidosa achando que não ia conseguir fazer de forma que ficasse gostoso o suficiente pra eu não sentir saudade da granola Tia Sônia. Não achei mesmo que seria delicioso, apenas saudável e gostoso. Me surpreendi e achei mais gostoso que a Tia Sônia. Ficou diferente da granola porque eu não assei e aí não fica crocante, mas gostei dessa forma.

Fiz uma quantidade grande pra usar sempre que desse vontade (isso acontece várias vezes ao dia). Não segui nenhum regra para os itens que coloquei nem quantidade, foi no olhão!

- Semente de chia
- Semente de linhaça
- Gergelim
- Aveia integral em flocos
- Castanha do pará
- Castanha de cajú
- Nozes
- Passas
- Damasco
- Açúcar mascavo (me arrependi de colocar porque coloquei demais e ficou muito doce e sem contar que seria uma ótima mistura pra jogar na salada, mas doce não quis arriscar)
- Coco (mas me arrependi também porque o coco tem uma validade menor e aí corro o risco de estragar tudo. O ideal é adicionar na porção que vai comer, assim como o mascavo)

E aí dá pra ir variando e colocando as coisas que mais gosta! Se fizer, vem me contar?
E aí? Topa tentar uma mudança em como você encara as segundas?
Tem mais alguém aí que também acha que há amor na segunda?

Faz muito tempo que eu me pergunto porque e para quê corremos tanto?
Qual o sentido de uma vida onde nunca há tempo pra nada, onde se trabalha de domingo a domingo?
Não que trabalhar seja ruim, eu amo trabalhar, produzir, criar. Mas quando só há espaço pra isso é pra se pensar… Sem tempo pra ficar com a filha, pra preparar um almoço gostoso (mesmo aquele rápido e simples) e tempo pra não pensar em nada? Pra andar na praia ou ver um filminho?

As féria de 2012 pra 2013, que nos permitimos ter, nos mostraram o que estávamos perdendo. Reforçou o questionamento: Pra quê correr tanto?
Reforçou a nossa vontade de freiar e de levar uma vida mais leve, mais calma, mais suave. Onde houvessem refeições decentes, tempo pra não pensar em nada. Tempo pra  trabalhar, produzir, mas tempo pra recarregar as energias, sem ter que esperar por férias.

Não é fácil sair do rítmo, primeiro porque temos contas pra pagar {no início, no meio e no fim do mês}. Segundo porque vencer a inércia não é fácil… No fim do dia, depois de pegar Dorica na escola, pegamos Nina e descemos até a beira da praia, estendemos uma toalha e sentamos enquanto Nina e Dora faziam farra na areia. Me peguei agoniada, inquieta. Não dava pra simplesmente sentar alí e ficar olhando o mar, era estranho poder não ter o que fazer. Tive que me controlar! E ainda assim devo ter falado umas 4 ou 5 vezes: “Vamos embora?”.
Mas morar em Jampa está no ajudando, temos uma rotina totalmente diferente, em muitos aspectos. E como é tudo novo fica mais fácil criar novo hábitos, sem contar que a cidade favorece demais, começando pelo trânsito que é bem tranquilo.

E eu tô grata por Eder ter enchido tanto a minha paciência e ficado no meu pé até que eu me rendesse a ideia de mudar pra cá! Não dá pra explicar, só vindo aqui pra entender. A cidade tem um ritmo mais leve, tudo parece um passeio! Há violência como todo lugar, mas parece ser um pouco mais segura que a média. Às nove da noite o calçadão tá cheio de gente, andando de bicicleta, patins, skate… a areia da praia ocupada também! É gostoso demais.

E pra resolver os pepinos? Ir ao mercado, banco, cartório, Correio? Tudo mais rápido (e normalmente com um atendimento cordial). Não que eu ainda esteja pensando na correria, ou talvez esteja, mas se a gente ganha tempo e faz em meia hora algo que faria em duas, sobra o tempo da caminhada na praia no fim do dia, não é mesmo?

Beijo na ponta do nariz e uma dica: Reflita mais vezes a respeito do que de fato é importante na sua vida! Por mais que pareça que está tudo bem, que a vida está como você queria, reflita! Será bom perceber que realmente tá tudo bem e as coisas estão como você gostaria. Mas você pode se surpreender com os questionamentos que podem surgir. Sempre há algo pra melhorar e sempre há tempo pra buscar o melhor!

Na minha vida eu não sei o que é ser funcionária de alguém. Minha vida profissional nunca foi planejada. Eu sonhava e planejava ser bióloga e viver viajando e fazendo pesquisa. Até me dar conta de que isso entrava em conflito com o meu ideal de família e que talvez fosse bem compicado conciliar a “carreira” com ter uma família onde a presença e atuação dos pais fossem determinantes.

E então eu desisti de ser bióloga para ser mãe, mesmo antes de estar grávida.

Eu casei cedo (18 anos) e minhas primeiras atividades profissionais foram ao lado de Eder ajudando ele.  Eu não sabia muito bem o que eu pretendia pra minha vida em relação à trabalho e seguia ajudando a construir algo nosso e trabalhando com ele muito mais por acreditar na força do trabalho em família ( e ter isso como referência) do que por gostar do que fazia. Não que eu não gostasse ou que fosse feito com pesar, mas eu só descobriria o que é amar o que se faz, anos depois. Só hoje, fazendo algo que eu verdadeiramente amo é que consigo ter essa visão mais abrangente.

Trabalhamos com serviços na area de informática, depois vendas de peças e computadores, até entrar no ramo de fotografia e desenvolvimento de plataformas web. Nenhuma das áreas que trabalhei  tive insatisfação ou trabalhei sem gostar apenas pra ganhar dinheiro. Mas a motivação principal era essa: trabalhar para ganhar dinheiro.

Até que um dia, eu decidi inverter a situação e colocar a satisafação pessoal em primeiro lugar e o ganhar dinheiro como consequência disso. E nasceu a La Pomme. Tá, não foi assim simples, não foi com um estalo de dedo, não é fácil, exigiu amadurecimento. A La Pomme nasceu de fato em 2010, mas acredito que tudo que vivi de 2003 até 2009 foi uma espécie de preparação e “gestação” para que ela acontecer.

A escolha por trabalhar com algo que me motivesse, um trabalho pelo qual eu tivesse paixão era bem despretensiosa, inicialmente eu queria ter um trabalho paralelo que suprisse essa vontade de trabalhar muito mais pelo prazer que pelo retorno financeiro. A minha surpresa é que deu certo e em pouco tempo. Inevitavelmente chegou o momento em que tivemos que escolher.
entre a satisfação e o “dinheiro”.
Nosso trabalho principal (com fotografia) nos dava uma certa tranqulidade financeira, coisa que a La Pomme ainda não proporcionava, até porque era um trabalho secundário e recente, pra se tornar trabalho principal precisariamos abrir mão da tranqulidade financeira por um tempo, nos privar de coisas que era corriqueiras, ter menos horas de sono e muito mais trabalho.

Os custos para manter a La Pomme funcionando e o tempo que temos que dispor são bem maiores do que quando faziamos apenas fotografia. Mas só quem coloca a satisfação pessoal na frente do retorno financeiro pode entender o quão gratificante isso pode ser, mesmo exigindo um tanto mais de você.

No dia que desativei completamente meu estúdio (no início desse ano) senti uma sensação de alívio e realização inexplicáveis.
(Só esclarecendo eu amo fotografar, mas minha relação com fotografia é muito pessoal e autoral. A fotografia com a qual ainda trabalhamos, mas em menor escala é algo bem comercial)

Não posso negar, nem deixar de enfatizar que ter ao meu lado um marido que sempre acreditou em mim fez toda diferença. Até porque ele fez muito mais que acreditar em mim, ele segurou minha mão o tempo inteiro e muitas vezes me carregou no colo para não me deixar desistir!

Hoje eu tenho clientes que viraram amigos, há emoção, sentimento e troca todos os dias porque os clientes sentem que há algo além da relação comercial.
Eu vejo diante dos meus olhos e através das nossas mãos acontecer algo pelo qual sou apaixonada: ver materiais diversos se transformarem em objetos úteis. Consigo passar pra minha filha essa noção de dedicação e retorno, tanto que ela se sente parte de tudo isso e ama o meu trabalho, mesmo sendo ele o motivo de muitas vezes não poder lhe dar atenção, mas também é ele que me permite estar mais próxima dela.

Hoje quando leio textos e vejo vídeos que falam sobre escolher fazer o que ama e fazê-lo bem que o retorno fincanceiro será consequência, eu entendo que é possível e que é verdade! Sonhos podem se tornar realidade! Portanto, se você tem um, mas tem medo de lutar por ele, acredite, ele pode dar certo e você só saberá se tentar! Não basta acreditar. Levanta a poupança da cadera e vá atrás de realizar, planeje, pesquise, faça, experimente!

Gostaram de saber um pouco da minha história? Acho que vou fazer isso aqui mais vezes.
E você ama o que faz?

A novidade é que esse blog vai voltar a ativa! EBAAAAA

A escolha por parar de postar aqui foi muito importante para que eu pudesse me dedicar a La Pomme. Mas passado esse tempo a vontade de escrever e publicar coisinhas aqui bateu forte e eu decidi voltar.

Só que a coisa vai funcionar um pouco difertente. Sempre foi um prazer fazer o blog, mas sempre existia uma cobrancinha minha pra postar mais, pra me preocupar demais com a qualidade das fotos, com o conteúdo, com preparação de coisas pra fazer postagens. Agora quero fazer mais leve, sem tantas cobranças. Não que eu vá fazer sem cuidado, de qualquer jeito, mas será algo bem despretencioso. Posterei quando a vontade bater e o tempo der. Não vou ter pudor em postar foto de celular (aê Insta, eu te amo!)
Outra coisa que não terei condições de fazer é responder TODOS os comentários. Isso me deixa um pouco triste porque as pessoas comentam e eu quero retribuir o carinho e a atenção, mas realmente não dá, então vou ler todos mas vou responder apenas aqueles que necessitar uma resposta, combinado assim?

Bom, por hora é só eu tô feliz por estar de volta!

Me contem o que acham do retorno e o que gostariam de ver por aqui, se eu puder atender, atenderei!
Um beijo na ponta do nariz!

P.S. A foto que ilustra o post é do instagram, clica pra me visitar lá também!

Gosto de pensar e repercorrer os caminhos que me trouxeram ao momento presente!

Eu faço isso inconscientemente o tempo todo, mas de noite, quando todos dormem, o ateliê tá em silêncio, eu realmente viajo!
Às vezes viajo pra perto e fico rondando um tempo quase que presente, mas às vezes eu vou pra longe, beeeem longe, tão distante que parece que foi outra vida.

Ultimamente os trabalhos aqui no ateliê têm me transportado pra um tempo que pra mim foi muito feliz e rico. Um tempo que me deu a base para muitas coisas do hoje.

O pensamento me levou pra um casarão que abrigava uma fábrica.
Em meio à balancins, costureiras, lixadeira, borrachas, montadores, prensas, couro, cola, facas, bancadas, máquinhas de costura, borracha, papelão, fivelas, eu crescia!
Dessa fábrica saiam sapatos, bolsas, cintos, carteiras… peças em couro criadas e modeladas por minha mãe!
Ela teve alguns nomes, mas pra mim sempre foi “A FÁBRICA”

A Fábrica existiu por um bom período da minha vida de criança e avançou pela adolescência até perto dos 15 anos. Teve vários formatos, em vários prédios, em nossa casa, longe, perto… mas minhas lembranças se concentram sempre no casarão da Boca do Rio (bairro de Salvador) quando eu tinha entre 8 e 10 anos e Isabela era só uma bebê que dormia em cima de uma pilha de borrachas para sola de sapato.

Acho que minha paixão por produzir nasceu daí. E meu conhecimento de alguns processos e materiais também!
Eu era criança, mas ajudava voluntariamente e sempre fui muito curiosa, perguntava tudo, observava tudo e tentava reproduzir tudo – mesmo que fosse em sapatinhos e bolsinhas para minhas bonecas!
Meus pais sempre nos envolviam nesse mundo da fábrica de maneira que eu não enxergava aquilo como algo que fazia parte só da vida deles de adulto, eu me sentia inserida – ajudando ou não, participando diretamente ou não – Saia da escola e ia pra lá e por lá ficava até a hora de ir pra casa. Por um tempo, quando a produção ficava intensa e meus pais não conseguiam voltar pra casa, montavam uma mini casa em um dos cômodos e ficávamos lá em tempo integral.

Lembrar da Fábrica é muito bom e o trabalho na La Pomme me obriga a fazer esse resgate quase que diariamente!
É ela que eu respiro quando preciso encontrar a solução de um problema de produção, é no que aprendi lá que eu me pauto no momento de criar uma nova peça. Revivo tudo que era feito por alí e que pode ser aplicado no meu trabalho hoje. O trabalho lá era tão diferente do que é feito aqui, mas inegavelmente foi a minha escola!
Eu não precisei pesquisar qual o melhor tipo de cola pra determinado material, eu já sabia! Nem descobrir a melhor forma de colocar zíper de metro! Eu nunca costurei na vida e hoje toda a costura da La Pomme é feita por mim sem nunca ter feito um curso de costura! Aprendi “sozinha” com toda minha bagagem de lembranças de como faziam as costureiras e minha própria mãe! Eu quebrei muita agulha, perdi muitas peças, e já chorei sentada na máquina porque não conseguia reproduzir e materializar o que minhas lembranças mostravam. Mas junto com um pouco de teimosia e persistência foi a Fábrica que me norteou.
Claro que pesquisar, melhorar, reciclar conhecimento é bom, válido e produtivo! E isso faz parte do meu hoje também, mas a Fábrica e seus processos estão em mim! Me ajudam todos os dias a viver o meu sonho!

O ritmo de trabalho aqui tá intenso, a La pomme é um bebê que tá sendo criado, moldado, mas já tem dado muita alegria pra gente. Hoje, em mais uma noite que talvez tenha que virar trabalhando, fiquei aqui no meu silêncio, revisitando esse tempo e lembrando que a A Fábrica começou, num cantinho da casa pra aumentar a renda e foi crescendo e se multiplicando até ser só A Fábrica. E não tem como não linkar com o fato de que há 8 anos eu fazia cadernos personalizados pra ganhar um trocadinho extra e hoje a La Pomme existe ainda que como bebê, mas uma empresa/ateliê caminhando para sua independência. Não tem como não sentir um orgulhinho suave e gostoso que dá força pra virar mais noites com um sorriso largo estampado no rosto.

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E o que essas imagens têm de ligação com o post? É que quando viro noite e o dia amanhece, gosto de ir lá no quintal/jardim e fazer algumas fotos com essa luz fresquinha de um novo dia!

É a história do quarto não sai da minha cabeça, li toooodos os comentários de vocês, adorei as dicas (vou responder todos). Mas meu problema não é a parte decorativa, as almofadas ou a cortina. É o espaço! Percebi que não vou conseguir fazer nada decente no quarto porque não gosto dele pelo fato de ser escuro e apertado! Então decidi mudar isso e pensar no que fazer para passar a gostar dele, sem a visão de quem não gosta, sem toda vez dizer ou pensar: “Não gosto de você!”

E as ideias estão aqui fervilhando e eu acho que vão ficar beeeem legais :D

Assim que eu conseguir fazer eu mostro :D

Hoje eu vou fazer uma restrospectivas dos quartos que dormi (e que tenho foto) depois de casada!
Tem coisa “brega”, tem coisa “feia”, tem coisa “legal”! Mas todos eles fazem parte da minha história!

Quarto de recém casada (fugida de casa). O verdadeiro “um amor e uma cabana”, não tinha móvel nenhum. Olha aí no cantinho a estante de caixa de papelão.

Depois da foto aí de cima tive 3 quartos diferentes (em 2 cidades e 3 casas diferentes) mas não tinha foto.

Primeiro quarto morando em Recife (um flat)

As coisas foram dando certo e alugamos um ap toooodo mobiliado, com direito a cama pomposa e espelhão que subia até o teto.

E então o ap não de certo, era perfeito mas ficava em cima de uma casa de festas (quem dorme?). Fomo pra uma casa que só tinha os guardaroupas (horríveis) embutidos.  Agora me diz, e a cama, fognao, mesa, geladeira, cadeira, sofá…? Não tinha e nem tinha dinheiro pra tudo também. A verba foi pra uma geladeira, fogão de 2a. mão e um colchão de capping (esses de ar). Até então não existia preocupação estética nenhum. Era tudo uma questão de ordem prática mesmo.

Ai mudamos pra uma casoooooona. Situação de din din mais estável e eu empolguei em dar um tapinha na casa! Compramos cama, sofá, estante, máquina de lavar, cachorro, carro, hamster, aparador, fogão novo (claro que não de uma vez). E começávamos a ter um lar e o bichinho da decor pegounimim.

Casa nova, fofinha, pequeninha reformada e amada, com quartinho simples e depois mais e mais mudanças

Esse é o preferido dos preferidos, do qual eu tenho muita muita saudade… Mas passou né?

Esse que não durou muito

E o meu atual dilema!

Resuminho da minha vida heim… kkkk
Agora chega de bate-papo! Vou alí pintar um treco de amarelo!

Eu ando com muita saudade de ter uma sala…

E achei perdida umas foticas que acho que nunca postei… e meu vontade de ter ela de novo… Assim bem assim como ela tava

Tá vai.. eu admito, eu gostava mais quando ela era assim tinha essa árvore aqui ó.

Vou fazer um segundo andar pra ver se arrumo espaço… oi???

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