A parede da cabeceira do meu quarto tava tão, mas tão sem graça e eu queria alegrá-la em 5 minutos!
Tive mil e ideia e todas levariam pelo menos horas… outras até dias. Mas eu queria algo instantâneo igual a leite em pó! rs

E aí que eu lembrei que tinha papeis coloridos no ateliê, cortados em tamanho bacana pra fazer minha parede ficar colorida assim PÁ PUM!

Eu não usei nadica pra medir.
Simplesmente fui colando com fita crepe!
Minha mãe me perguntou porque não usei fita dupla face pra não ficar a fita aparecendo. E o motivo é bem simples… não pretendia ter nada certinho mesmo não, só queria uma parede menos feinha e alegre! Sem contar que fita crepe quando eu enjoar eu tiro e pronto!

_________________
Aproveitei pra resgatar essa mesinha linda do estúdio aqui pro meu quarto!

Sempre que viajamos de carro eu fico ligada nas paisagens, como ela muda ao longo da estrada! E sempre e em qualquer lugar uma árvore seca vai chamar a minha atenção, eu não sei ao certo porque, só seu que amo os galhos secos! Se estou com a máquina fotográfo SEMPRE! Se não estou eu fotografo na minha mente!
Mais nunca viajamos, mais nunca saí pra fotografar e tenho sentido muita muita saudade disso.
Dia desses marido saiu pra campo pra fotografar e quando chegou me entregou o cartão e disse: tem uma foto aí que é sua :D

Ganhei essa imagem linda e quando li esse texto da Anna Terra lembrei dela! (vale a pena ler)

Ele trouxe outra que eu adorei também, apesar de não ter sido o meu presente!

Fotos: Eder Jules

Beijoca pra vocês!

Eu já quis MUITO ser bióloga! MUITO!

Era meu projeto de vida por toda adolescência: passar no vestibular, fazer biologia e me especializar em zoologia marinha!
Era tudo perfeito nos meus planos, até eu fugir de casa pra viver com Eder.
Porque paralelo a esse sonho havia o sonho de ter um família e me dedicar a ela.
Só que eu queria ser pesquisadora, ficar meses no meio do mato pesquisando e tal e isso (ao meu ver naquela época) não ia dar muito certo se eu queria ter uma família e me dedicar a ela. E eu abri mão de ser bióloga para ser mãe!
Eu sou super realizada com meu trabalho, mas ainda hoje quando vejo um biólogo em campo meu coração palpita!

Mas a vida dá voltas que a gente nem imagina e hoje um dos trabalhos de Eder é acompanhar um biólogo registrando as pesquisas!

E eu apesar de nem sempre poder acompanhar essas aventuras me delicio com as fotos que chegam aqui!

Pra ver mais fotos de Eder

Pra conhecer Igor Matias o biólogo

E beijoca procês!

Tá, vamos combinar uma coisa: Eu de organizada não tenho nada! Mas vivo caçando soluções de organização.
E daí que tava eu no meio de uma mudança aqui no ateliê, tentando resolver o problema da era digital (OS FIOS) resolvi preparar me render aos vídeos e preparar um  pra vocês e mostrando como eu resolvi esse probleminha!

Ó mas não vale tirar sarro da minha voz tá??
Apaga a luz, pega a pipoca e vamos assistir! (menos Eva.. menos….)

E aí? Não é fácil de resolver?
Beijocas pra vocês!

… e poesia.
Essas fotos estão aqui prontas desde o sábado passado (17.04). E desde o sábado passado que eu tento escrever algo, mas o tempo não permitiu!
Foi um dia gostoso, dia de reencontrar amigos!
Dia de conhecer gente de sabedoria: J. Borges e suas sábias palavras. Simples, mas sábias!

“Fui criado no tempo em que o telefone era um grito. os remédios era chás de folha de mato, o médico era uma rezadeira, as festas eram comemoradas com samba de toada e o almoço era guisado de miúdo de boi.
 
Na Maioria das casas tinha uma almofada de pano para fazer rendas, não existia rádio nem televisão. As diversões eram mamulengo, cantoria de viola, um terço rezado numa sala de chão de barro forrada com uma esteira de periperi, com um altar cheio de flores e velas acesas em pires emborcados.”
(Fragmento de texto retirado de catálogo do artísta)

Quando a gente entra no espaço J. Borges, entra acompanhado por um trololó que não para, é o próprio que fala sem parar. Conta seus casos, suas experiêcias, sua trajetória. Dando aula pra quem quiser ouvir, e este que quiser, sairá de lá com aprendizados que não há o que pague.
A primeira frase que eu ouvi quando entrei foi:

“Eu fui dar uma aula em uma faculdade… Eu sou analfabeto, mas eu dou aula em faculdade…”



Seguida de um sorriso orgulho, de quem sabe o valor do seu trabalho.

E ele não para, emenda um frase na outra e segue com o curso de sua fala, entre uma assinatura e outra!

J.Borges é referêcia em Cordel e Xilogravura e eu não sou a pessoa mais indicada pra falar da sua trajetória, o que posso dizer é que ele começa com cordel nas feiras populares, lança mão da xilogravura para ilustrar suas histórias e hoje expõe em galerias de arte no Brasil e no mundo! Ainda assim continua lá na cidade onde nasceu: Bezerros-PE e passa para seus decendentes os segredos do ofício. Atende a todos com simplicidade, alegria e orgulho, num galpão simples, mas cheio de magia!
Seu ateliê é repleto de matrizes pendurada por todas as paredes:

“Quando a matriz não serve mais pra reproduzir, eu coloco elas pra vender”

São Gravuras com gosto de terra e de cultura, de cultura que é nossa.
Elas falam de nós e para nós.
É lindo de ver, dá vontade de tocar. Dá pra se perder em meio à tantas imagens e tantas histórias contadas por ela.
É um imaginário que não tem fim!

Isadora, que sempre nos acompanha em todos os lugares, adorou e apreciou cada coisinha e no fim, como não poderia ser diferente, me fez comprar um livro pra ela! E eu que não consigo lhe negar um livro, tive mais um motivo pra guardar meu não para outro momento: O livro é lindíssimo (na verdade jum catálogo de uma exposição no Museu Oscar Niemeyer), bom de ver, de ler e de tocar!

 Filha,
Você ainda não anda nos blogs e a menos que eu te mostre você não vai ler isso e se eu mostrar você também não entenderá a importância que tem o que vou escrever, mas o farei mesmo assim um dia você entenderá.
Eu já te amava mesmo quando você ainda era um sonho que eu julgava estar longe de acontecer, amava a ideia da sua existência. Você passou de sonho a realidade na primeira tentativa e quando isso aconteceu você já tinha nome e eu um mundo de planos pra você.
Eu já sabia tudo, sabia como ia te educar, sabia com quantos anos iria pra escola e quantos irmãos teria, sabia o quanto ia te amar, que jamais magoaria você.
E então você nasceu e eu percebi que eu não sabia nada, você engatinhou antes de eu imaginar, falou depois do que eu desejei, e eu nem sei qual foi a primeira palavra que você pronunciou (só sei que depois que começou não parou mais), você não come tanto quanto achei que você comeria, você não tem irmãos e foi pra escola antes do que eu pretendia. Seus olhos não são verdes como os do seu pai e você não tem medo de rã como eu. Eu já te magoei muitas vezes, já te fiz chorar, já dei palmada na sua bunda e já gritei com você sem motivos. O meu amor por você é incomensurável e eu achei que sabia o quanto seria…
Você me deu uma rasteira, filha, me mostrou o quão tola eu fui por achar que ia ser uma super mãe a prova de erros e que tudo podia ser planejado e perfeito, você me fez entender que eu sou uma super mãe, mas  isso não faz de mim uma divindade.
A gente acha que esse papel é nosso, o de ensinar a falar, a andar, a comer, a se portar, a escrever…
Mas a realidade é que a maior lição quem me deu foi você: que eu posso simplesmente ser Eva e posso amar, chorar, perdoar, ser feliz, ser forte, ser fraca, que eu posso  dar meu colo pra você chorar, assim como você pode me dar o seu.
Você me ensinou que não é tão frágil como eu julgava que seria. Que é mais sábia que nós adultos, que sabe perdoar e dar valor ao que de fato é valioso. Isso me ensina que o amor é incondicional e que nenhuma das duas palavras é sinônimo de perfeição, que é necessário cuidado, carinho, mas os deslizes serão uma constante na vida.
Você me permitiu ser mais leve porque você entende que minhas desculpas são sinceras. Entende que o que eu quero é ver o seu sono tranqüilo durante a noite e o sorriso do seu rosto durante o dia mesmo que minhas atitudes nem sempre estejam alinhadas a esse desejo.
Tudo isso faz com que eu seja uma mãe realizada, coruja e que vê em você uma super filha irretocável. Eu faria tudo de novo, eu não pediria que você fosse nem um tantinho diferente, não pediria nem que você gostasse mais de comer nem que você fosse menos ativa. Mamãe reclama, mas as mães são assim, elas reclamam demais, elas querem perfeição, mas não percebem que a perfeição é chata!
fotografia: Eder Jules
edição: Eva Caroline

… e eu amo um pescador., upload feito originalmente por evinhac.

… nós é que procuramos problemas onde não precisa!

2010 – Eder Jules

foto feita pelo maridão hoje de manhã…

o tempo não me permite fazer mais que este post… em breve respondo os últimos comentários…
Bom fim de semana pra todos!

2009 – Eder Jules & Eva Caroline
… SER AMADA!
2009 Eder Jules

… sorrir.

© 2014 asperipeciasdeeva.com.br Suffusion theme by Sayontan Sinha