Na minha vida eu não sei o que é ser funcionária de alguém. Minha vida profissional nunca foi planejada. Eu sonhava e planejava ser bióloga e viver viajando e fazendo pesquisa. Até me dar conta de que isso entrava em conflito com o meu ideal de família e que talvez fosse bem compicado conciliar a “carreira” com ter uma família onde a presença e atuação dos pais fossem determinantes.

E então eu desisti de ser bióloga para ser mãe, mesmo antes de estar grávida.

Eu casei cedo (18 anos) e minhas primeiras atividades profissionais foram ao lado de Eder ajudando ele.  Eu não sabia muito bem o que eu pretendia pra minha vida em relação à trabalho e seguia ajudando a construir algo nosso e trabalhando com ele muito mais por acreditar na força do trabalho em família ( e ter isso como referência) do que por gostar do que fazia. Não que eu não gostasse ou que fosse feito com pesar, mas eu só descobriria o que é amar o que se faz, anos depois. Só hoje, fazendo algo que eu verdadeiramente amo é que consigo ter essa visão mais abrangente.

Trabalhamos com serviços na area de informática, depois vendas de peças e computadores, até entrar no ramo de fotografia e desenvolvimento de plataformas web. Nenhuma das áreas que trabalhei  tive insatisfação ou trabalhei sem gostar apenas pra ganhar dinheiro. Mas a motivação principal era essa: trabalhar para ganhar dinheiro.

Até que um dia, eu decidi inverter a situação e colocar a satisafação pessoal em primeiro lugar e o ganhar dinheiro como consequência disso. E nasceu a La Pomme. Tá, não foi assim simples, não foi com um estalo de dedo, não é fácil, exigiu amadurecimento. A La Pomme nasceu de fato em 2010, mas acredito que tudo que vivi de 2003 até 2009 foi uma espécie de preparação e “gestação” para que ela acontecer.

A escolha por trabalhar com algo que me motivesse, um trabalho pelo qual eu tivesse paixão era bem despretensiosa, inicialmente eu queria ter um trabalho paralelo que suprisse essa vontade de trabalhar muito mais pelo prazer que pelo retorno financeiro. A minha surpresa é que deu certo e em pouco tempo. Inevitavelmente chegou o momento em que tivemos que escolher.
entre a satisfação e o “dinheiro”.
Nosso trabalho principal (com fotografia) nos dava uma certa tranqulidade financeira, coisa que a La Pomme ainda não proporcionava, até porque era um trabalho secundário e recente, pra se tornar trabalho principal precisariamos abrir mão da tranqulidade financeira por um tempo, nos privar de coisas que era corriqueiras, ter menos horas de sono e muito mais trabalho.

Os custos para manter a La Pomme funcionando e o tempo que temos que dispor são bem maiores do que quando faziamos apenas fotografia. Mas só quem coloca a satisfação pessoal na frente do retorno financeiro pode entender o quão gratificante isso pode ser, mesmo exigindo um tanto mais de você.

No dia que desativei completamente meu estúdio (no início desse ano) senti uma sensação de alívio e realização inexplicáveis.
(Só esclarecendo eu amo fotografar, mas minha relação com fotografia é muito pessoal e autoral. A fotografia com a qual ainda trabalhamos, mas em menor escala é algo bem comercial)

Não posso negar, nem deixar de enfatizar que ter ao meu lado um marido que sempre acreditou em mim fez toda diferença. Até porque ele fez muito mais que acreditar em mim, ele segurou minha mão o tempo inteiro e muitas vezes me carregou no colo para não me deixar desistir!

Hoje eu tenho clientes que viraram amigos, há emoção, sentimento e troca todos os dias porque os clientes sentem que há algo além da relação comercial.
Eu vejo diante dos meus olhos e através das nossas mãos acontecer algo pelo qual sou apaixonada: ver materiais diversos se transformarem em objetos úteis. Consigo passar pra minha filha essa noção de dedicação e retorno, tanto que ela se sente parte de tudo isso e ama o meu trabalho, mesmo sendo ele o motivo de muitas vezes não poder lhe dar atenção, mas também é ele que me permite estar mais próxima dela.

Hoje quando leio textos e vejo vídeos que falam sobre escolher fazer o que ama e fazê-lo bem que o retorno fincanceiro será consequência, eu entendo que é possível e que é verdade! Sonhos podem se tornar realidade! Portanto, se você tem um, mas tem medo de lutar por ele, acredite, ele pode dar certo e você só saberá se tentar! Não basta acreditar. Levanta a poupança da cadera e vá atrás de realizar, planeje, pesquise, faça, experimente!

Gostaram de saber um pouco da minha história? Acho que vou fazer isso aqui mais vezes.
E você ama o que faz?

A novidade é que esse blog vai voltar a ativa! EBAAAAA

A escolha por parar de postar aqui foi muito importante para que eu pudesse me dedicar a La Pomme. Mas passado esse tempo a vontade de escrever e publicar coisinhas aqui bateu forte e eu decidi voltar.

Só que a coisa vai funcionar um pouco difertente. Sempre foi um prazer fazer o blog, mas sempre existia uma cobrancinha minha pra postar mais, pra me preocupar demais com a qualidade das fotos, com o conteúdo, com preparação de coisas pra fazer postagens. Agora quero fazer mais leve, sem tantas cobranças. Não que eu vá fazer sem cuidado, de qualquer jeito, mas será algo bem despretencioso. Posterei quando a vontade bater e o tempo der. Não vou ter pudor em postar foto de celular (aê Insta, eu te amo!)
Outra coisa que não terei condições de fazer é responder TODOS os comentários. Isso me deixa um pouco triste porque as pessoas comentam e eu quero retribuir o carinho e a atenção, mas realmente não dá, então vou ler todos mas vou responder apenas aqueles que necessitar uma resposta, combinado assim?

Bom, por hora é só eu tô feliz por estar de volta!

Me contem o que acham do retorno e o que gostariam de ver por aqui, se eu puder atender, atenderei!
Um beijo na ponta do nariz!

P.S. A foto que ilustra o post é do instagram, clica pra me visitar lá também!

Gosto de pensar e repercorrer os caminhos que me trouxeram ao momento presente!

Eu faço isso inconscientemente o tempo todo, mas de noite, quando todos dormem, o ateliê tá em silêncio, eu realmente viajo!
Às vezes viajo pra perto e fico rondando um tempo quase que presente, mas às vezes eu vou pra longe, beeeem longe, tão distante que parece que foi outra vida.

Ultimamente os trabalhos aqui no ateliê têm me transportado pra um tempo que pra mim foi muito feliz e rico. Um tempo que me deu a base para muitas coisas do hoje.

O pensamento me levou pra um casarão que abrigava uma fábrica.
Em meio à balancins, costureiras, lixadeira, borrachas, montadores, prensas, couro, cola, facas, bancadas, máquinhas de costura, borracha, papelão, fivelas, eu crescia!
Dessa fábrica saiam sapatos, bolsas, cintos, carteiras… peças em couro criadas e modeladas por minha mãe!
Ela teve alguns nomes, mas pra mim sempre foi “A FÁBRICA”

A Fábrica existiu por um bom período da minha vida de criança e avançou pela adolescência até perto dos 15 anos. Teve vários formatos, em vários prédios, em nossa casa, longe, perto… mas minhas lembranças se concentram sempre no casarão da Boca do Rio (bairro de Salvador) quando eu tinha entre 8 e 10 anos e Isabela era só uma bebê que dormia em cima de uma pilha de borrachas para sola de sapato.

Acho que minha paixão por produzir nasceu daí. E meu conhecimento de alguns processos e materiais também!
Eu era criança mas ajudava voluntariamente e sempre fui muito curiosa, perguntava tudo, observava tudo e tentava reproduzir tudo – mesmo que fosse em sapatinhos e bolsinhas para minhas bonecas!
Meus pais sempre nos envolviam nesse mundo da fábrica de maneira que eu não enxergava aquilo como algo que fazia parte só da vida deles de adulto, eu me sentia inserida – ajudando ou não, participando diretamente ou não – Saia da escola e ia pra lá e por lá ficava até a hora de ir pra casa. Por um tempo, quando a produção ficava intensa e meus pais não conseguiam voltar pra casa, montavam uma mini casa em um dos cômodos e ficávamos lá em tempo integral.

Lembrar da Fábrica é muito bom e o trabalho na La Pomme me obriga a fazer esse resgate quase que diariamente!
É ela que eu respiro quando preciso encontrar a solução de um problema de produção, é no que aprendi lá que eu me pauto no momento de criar uma nova peça. Revivo tudo que era feito por alí e que pode ser aplicado no meu trabalho hoje. O trabalho lá era tão diferente do que é feito aqui, mas inegavelmente foi a minha escola!
Eu não precisei pesquisar qual o melhor tipo de cola pra determinado material, eu já sabia! Nem descobrir a melhor forma de colocar zíper de metro! Eu nunca costurei na vida e hoje toda a costura da La Pomme é feita por mim sem nunca ter feito um curso de costura! Aprendi “sozinha” com toda minha bagagem de lembranças de como faziam as costureiras e minha própria mãe! Eu quebrei muita agulha, perdi muitas peças, e já chorei sentada na máquina porque não conseguia reproduzir e materializar o que minhas lembranças mostravam. Mas junto com um pouco de teimosia e persistência foi a Fábrica que me norteou.
Claro que pesquisar, melhorar, reciclar conhecimento é bom, válido e produtivo! E isso faz parte do meu hoje também, mas a Fábrica e seus processos estão em mim! Me ajudam todos os dias a viver o meu sonho!

O ritmo de trabalho aqui tá intenso, a La pomme é um bebê que tá sendo criado, moldado, mas já tem dado muita alegria pra gente. Hoje, em mais uma noite que talvez tenha que virar trabalhando, fiquei aqui no meu silêncio, revisitando esse tempo e lembrando que a A Fábrica começou, num cantinho da casa pra aumentar a renda e foi crescendo e se multiplicando até ser só A Fábrica. E não tem como não linkar com o fato de que há 8 anos eu fazia cadernos personalizados pra ganhar um trocadinho extra e hoje a La Pomme existe ainda que como bebê, mas uma empresa/ateliê caminhando para sua independência. Não tem como não sentir um orgulhinho suave e gostoso que dá força pra virar mais noites com um sorriso largo estampado no rosto.

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E o que essas imagens têm de ligação com o post? É que quando viro noite e o dia amanhece, gosto de ir lá no quintal/jardim e fazer algumas fotos com essa luz fresquinha de um novo dia!

É a história do quarto não sai da minha cabeça, li toooodos os comentários de vocês, adorei as dicas (vou responder todos). Mas meu problema não é a parte decorativa, as almofadas ou a cortina. É o espaço! Percebi que não vou conseguir fazer nada decente no quarto porque não gosto dele pelo fato de ser escuro e apertado! Então decidi mudar isso e pensar no que fazer para passar a gostar dele, sem a visão de quem não gosta, sem toda vez dizer ou pensar: “Não gosto de você!”

E as ideias estão aqui fervilhando e eu acho que vão ficar beeeem legais :D

Assim que eu conseguir fazer eu mostro :D

Hoje eu vou fazer uma restrospectivas dos quartos que dormi (e que tenho foto) depois de casada!
Tem coisa “brega”, tem coisa “feia”, tem coisa “legal”! Mas todos eles fazem parte da minha história!

Quarto de recém casada (fugida de casa). O verdadeiro “um amor e uma cabana”, não tinha móvel nenhum. Olha aí no cantinho a estante de caixa de papelão.

Depois da foto aí de cima tive 3 quartos diferentes (em 2 cidades e 3 casas diferentes) mas não tinha foto.

Primeiro quarto morando em Recife (um flat)

As coisas foram dando certo e alugamos um ap toooodo mobiliado, com direito a cama pomposa e espelhão que subia até o teto.

E então o ap não de certo, era perfeito mas ficava em cima de uma casa de festas (quem dorme?). Fomo pra uma casa que só tinha os guardaroupas (horríveis) embutidos.  Agora me diz, e a cama, fognao, mesa, geladeira, cadeira, sofá…? Não tinha e nem tinha dinheiro pra tudo também. A verba foi pra uma geladeira, fogão de 2a. mão e um colchão de capping (esses de ar). Até então não existia preocupação estética nenhum. Era tudo uma questão de ordem prática mesmo.

Ai mudamos pra uma casoooooona. Situação de din din mais estável e eu empolguei em dar um tapinha na casa! Compramos cama, sofá, estante, máquina de lavar, cachorro, carro, hamster, aparador, fogão novo (claro que não de uma vez). E começávamos a ter um lar e o bichinho da decor pegounimim.

Casa nova, fofinha, pequeninha reformada e amada, com quartinho simples e depois mais e mais mudanças

Esse é o preferido dos preferidos, do qual eu tenho muita muita saudade… Mas passou né?

Esse que não durou muito

E o meu atual dilema!

Resuminho da minha vida heim… kkkk
Agora chega de bate-papo! Vou alí pintar um treco de amarelo!

Eu ando com muita saudade de ter uma sala…

E achei perdida umas foticas que acho que nunca postei… e meu vontade de ter ela de novo… Assim bem assim como ela tava

Tá vai.. eu admito, eu gostava mais quando ela era assim tinha essa árvore aqui ó.

Vou fazer um segundo andar pra ver se arrumo espaço… oi???

Hoje vou falar de um assunto bem chatinho, mas que eu precisava falar aqui, porque apesar de estar se tornando um hábito comum, não é uma atitude correta!

Autoria, crédito, fonte…

Dar o crédito ao criador de algo não é favor ou pagamento. É obrigação!
Muitas mídias e meios de comunicação já tentaram usar crédito como pagamento à fotógrafos por publicaram suas imagens. Os fotógrafos que passarem por aqui vão entender muito bem do que estou falando. Mas crédito é direito, quem utiliza uma obra autoral e não dá os créditos está infringindo as leis de direito autoral, assim como quem utiliza a imagem de alguém sem autorização infringe as leis de direito de imagem.

Mas eu não estou aqui pra falar de lei, queria falar de bom senso.

Eu vejo muito blogs sobre decoração, e muitas vezes termino vendo muita coisa parecida por aí. Mas até aí não há problemas, cada pessoa escolhe como prefere levar seu blog adiante, há quem produza apenas o texto a partir de imagens feitas por outra pessoa, há quem produz as fotos e texto, há quem mescla uma coisa com a outra e por aí vai. Quem bloga sobre imagens ou ideias que pesquisam pela internet, livros, revistas… correm o risco de não te um conteúdo imagético  tão original. Como disse isso não é um problema. E muitos blogs conseguem fazer isso de forma magestosa.

O problema começa quando a autoria do que se posta não é respeitada. Quando utilizamos o trabalho feito por alguém para construir o nosso trabalho e cometemos duas falhas:
1 – Não consultar o autor sobre a possibilidade de utilização.
2 – Não citar a autoria.

A partir daí muitas indagações podem surgir e dentre elas:

“Mas se eu citei a autoria, porque teria que pedir autorização?”
Porque ninguém produz nada sem um intenção (mesmo que não tenha total consciência dela). E a sua intenção não é de total conhecimento de quem se “apropria”. Por exemplo a pessoa/empresa/entidade pode não querer sua imagem associada ao conteúdo do seu blog. Ou simplesmente tem um blog e não quer ter o seu material publicado em outros lugares.
Mas esse é só um dos tantos motivos que alguém pode ter para não querer que utilizem suas imagens/textos
Vamos pensar hipotéticamente que alguém produz todo conteudo textual e imagético para ter um blog original, onde não é mais um postando aquela mesma imagem que já vimos num site estrangeiro.
Então, independente do que a lei diz, é de bom tom, entrar em contato com a pessoa e pedir autorização para utilizar seja um texto, uma fotografia, uma ilustração ou qualquer obra intelectual.
Eu particularmente não tenho problemas com utilizarem qualquer material do blog, contanto que citem (e linquem) a fonte e não alterem a inteção original. Mas eu gosto muito de saber quando algo que eu produzi foi utilizado. Porque? Ah! gente sem nenhuma demagogia, isso faz bem pro nosso ego! Saber que alguém gostou de algo que fiz a ponto de postar faz muito bem pro ego!
O que eu faço quando não concordo com a utilização que fazem de algo produzido por mim é entrar em contato, explicar os motivos e solicitar a remoção.

Agora falar dos créditos.

Gente! vamos partir de um raciocínio lógico. Quem gostaria de produzir algo e ver isso em outro lugar sem que fosse dito que foi feito por você? Mesmo que quem utilizou deixou claro que não foi ele que produziu e em algum lugar tenha escrito: “A/o imagem/texto não foi feito por mim/nós, foi retirado da internet”

Nem vou abordar aqui as pessoas que utilizam produção de outras como sendo suas, acho que isso foge de qualquer discussão sobre bom senso. Porque isso é não é questão de bom senso, é questão de caráter e idoneidade.

Na maioria dos casos pessoa não tem a menor intenção de prejudicar ou levar vantagem em cima de alguém. Mas a questão não é essa.
A questão é: Alguém produziu. Se outro desejar utilizar essa produção, por qualquer motivo que seja, tem dever moral (além de legal) de citar o autor. É gentil, é etico e dá mais credibilidade ao conteúdo em que está inserido.
Então vamos pensar um pouquinho sobre isso, pode parecer bobagem, mas como comecei escrevendo se coloque na posição contraria e imagine como se sentiria a respeito.
Essa é uma prática comum, todo mundo faz, mas isso não a torna legítima e legal.
Também sei que as vezes quando salvamos muitas imagens é difícil depois saber qual a fonte. Uma boa dica é salvar com o nome do site/autor na frente ou atrás do nome que você dará ao arquivo. Se for um site/autor que você utiliza muito, também pode criar uma pastinha.

Tudo isso que eu escrevi até agora foi pensando muito mais em blogs mantidos por hobby e sem fins lucrátivos, onde acho que o que deve imperar é a cordialidade e foi por isso que foquei no bom senso e não no que prevê a nossa constituição.

Mas o universo dos blogs é versátil e eles são utilizados para os mais diversos fins.
Alguns são criados com fins lucrativos, outros como vitrines para empresas, outros para difundir ideias, como portfolio e por aí vai.
Uma vez aconteceu um episódio que me pôs a pensar sobre blogs com fins lucrativos, seja ele direto ou indireto,  principal ou secundário.

Eencontrei uma imagem minha em um blog super conhecido, que tem nitidamente um intenção comercial. O crédito foi dado e tinha link para o meu blog. Até então tudo certo (apesar da pessoa não me pedir autorização para utilizar). Essa imagem eu tinha produzido para um fim específico. Perdi um dia para produzí-la porque queria utilizar luz natural, e queria a luz no horário certo, precisei preparar um cenário específico. Além disso tinha uma pessoa na cena (aí a gente já entra no direito de imagem), enfim não era simplesmente uma foto que eu cheguei na minha mesinha de cabeceira arrumadinha e  cliquei. Enfim, isso não importa no direito autoral, mas é importante pra minha linha de reciocínio e logo vocês entenderão.
Continuando, a foto tava lá, mas eu não me incomodei. Lá ela ficou (sem minha autorização ou remuneração).
Mas semanas depois eu entrei em contato com blog para uma proposta que beneficiária tanto o blog quanto a mim e a resposta que tive é que para isso eu teria que pagar. Não era simplesmente algo que não interessava ao blog, era algo que eu teria que pagar para acontecer porque era pra isso que o blog existia pra gerar renda para o dono dele. E foi inevitável que eu pensasse: Tenho que pagar pelo seu trabalho mas você não pelo meu?”

Resumo a pessoa se utiliza do trabalho dos outros para manter seu blog com conteúdo diversificado, atrair público e consequentemente ser rentável. Tudo bem, a pessoa também perde tempo, com pesquisa, escrevendo textos e formulando seus posts, é de total direito dela ganhar com isso se assim desejar. Mas e as pessoas que produziram o material utilizados por ela ganham o que? crédito? Crédito é direito (comecei o post falando isso não foi?)
Eu sou fotógrafa, ganho a vida produzindo imagens. A foto produzida por mim e encenada pela modelo foi utilizada sem que nenhuma das partes tenham sido consultadas ou remuneradas.
Lógico que depois que eu constatei que minha foto estava sendo usada para gerar lucro apenas para terceiros, pedi a remoção e foi de pronto atendida.
Pode parecer exagero, mas é fato, a minha fotografia, assim como a de muitos outros estão sendo sim utilizadas para que o dono do blog ganhe dinheiro. E isso não me parece correto, não a menos que o autor concorde com sua publicação e saiba que ela serve para gerar lucro.
E nesse caso a utilização de propriedade intelectual está sendo feita para fins comerciais e sendo assim as leis são o que devem imperar.
E isso não é algo que aconteça com pouca frequência não, não é algo também que seja praticado por blogueiros que querem ganhar dinheiro com seus blogs. Muitas empresas que utilizam blogs (não vou sair da esfera blogsfera…) como meio de divulgação de suas ideias, produtos e serviços cometem a mesma falha de não pedir autorização, não remunerar o autor e muitas vezes nem dão os créditos.

E não importa se o que você produziu lhe custou ou não tempo, lhe custou ou não dinheiro. Não imporat se foi ou não fácil de fazer. Você produziu e cabe a você decidir, onde, como e se será publicado, se você será ou não remunerado por isso. Mas lembre-se que crédito nãe é negociável, é um direito seu.

Vamos pensar sobre isso!

Desculpem o texto ENORME, mas eu precisava falar! Agora me digam vocês, já pensaram nisso? o que acham?


P.s. Tem um site bem legal (se usado com responsabilidade…rs) o http://weheartit.com/ . Porque ele é legal? porque quando você armazena imagens nele, ele preserva o link de onde a imagem foi retirada e com isso você nnao se perde onde achou aquela imagen linda que você viu!! vai lá dar uma espiadia!

Faz tempo que preciso escrever certas coisas aqui, mas as os dias têm passado tão depressa que não tava dando… Espero agora conseguir dia a dia deixar vocês a par de toda reviravolta que pode acontecer na vida de uma pessoa, que dizer… da minha pessoa.
E pra quem tá chegando por aqui recentemente e não quer ficar sem norte sugiro que leia os seguintes posts na ordem:

“LANÇAMENTO DA LA POMME” 13 •ABRIL • 2010
“VIVENDO UM SONHO” – 09 • MAIO • 2010
“NÃO TENHO MAIS CASA” 13 • MAIO • 2010

Vamos retomar, quer dizer, nems ei se posso chamar de retomar.
Até onde “conversamos” estavamos construindo um estúdio e dividindo a casa entre atelier e estúdio até a casa nova ficar pronta não é isso?

O estúdio ficou pronto, depois de pedreiro largar a obra e deixar a gente na mão (mesmo tendo recebido quase tudo), tivemos que entregar a casa do estúdio antigo sem ter o estúdio novo, pois já tinhamos conversado com o dono. Ficamos dois meses sem ter onde trabalhar direito. Mas o danadinho ficou pronto (conseguimos um empreitero nota 10!) e ficou ótimo muito próximo do que planejamos: parede de tijolinjo aparente… fofo demais, muito bom pra trabalhar, com espaço…
Depois disso pronto partimos para fachada e jardim. Que também ficaram fofos.

Acontece que no meio de tudo isso estavamos resolvendo as coisas da casa própria. O desenho da casa pronto, lindo e de babar, nós 3 sonhando com cada coisinha e daí o que acontece?
Vivemos entre pessoas e as pessoas não agem nem pensam igual.
O terreno de lado ao nosso foi vendido – área de Mata Atlântica – que foi taxativamente afirmado pela administração do condimínio (quando compramos o nosso) que era área de preservação e que eles não autorizariam desmatamento. Além disso nós pretendiamos comprar pra manter preservado. Sim, esse terreno foi vendido e o proprietário DESMATOU. Quando ele começou a derrubar as árvores menores procuramos o condomínio que simplemente nos disse: ele é dono, ele faz o que quiser.
Fizemos denúncia, mas depois que ele derrubou não tem muita solução…Depois disso foi só decepção, fomos acusados de construir  (um muro de arrimo) invadindo o terreno do cara.
Decidimos então abortar nossos planos, estavamos indo pra lá em busca de sossego e não de confusão. O terreno está a venda novamente e nós “sem casa” ainda!

Com isso a situação de moradia provisória nessa casa junto com trabalho passou a definitiva já que Eder (e eu também) não quer sair dessa casa se não for para nossa ou por outro motivo que não possamos driblar.

Ou seja precisavamos resolver várias coisas para que essa convivência casa x trabalho fosse otimizada.
Então morando e trabalhando resolvemos fazer uma mini reforma. Repintar a casa toda de branco. e partir do zero.
Gente reformar morando e trabalhando numa casa pequena é simplesmente o terror. Mas sobrevivemos e tudo terminou hoje.
Se antes disse que restou pouco da casa que vocês conheciam. Hoje digo que fora as paredes e os móveis não restou nada. A casa ta seca, fria e feia.
Mas não tô me lamentando não tô falando isso com a maior felicidade do universo!
Porque finalmente terminaram todas as dores de cabeça que uma reforma por menor que seja traz.
Porque isso me possibilitou melhorar meu ambiente de trabalho. Hoje tenho um atelier mais espaçoso, minhas máquinas têm um comodo só pra elas, e a La Pomme vai ganhar um Showroom.
Além de tudo isso eu encaro paredes brancas como espaço em potencial, mil e uma coisas que podem ser feitas nelas. Isso quer dizer que vou voltar a fazer coisinhas pra minha casa (em passos mais lentos, porque o tempo tá curto) e consequentemente teremos postagem.
Hoje terminou a reforma e hoje já comecei executar a ambientação da La Pomme. Em breve eu trago as fotos!

Beijoscas e vamos sorrir!

Eu não tô tendo tempo nem pra respirar, mas um sentimento veio e eu preciso “falar”. Sou adepta do não deixe pra dizer o que sente depois. Diga já!

A pessoa começa a existir ainda como embrião e já causa tumulto na sua vida. E você não a quer.
Você não quer ter que dividir, não quer que ela bagunce o seu mundo perfeito!
Não, eu não tô falando da minha gravidez, tô falando da gravidez da minha mãe, gestando a minha irmã. Mas não posso dizer que não estou falando da minha filha.
Eu digo e repito o meu amor, carinho e preocupação com ela não tem diferença ou distinção do que sinto pela minha filhinha, a que gerei.
Isabela é a minha filha/irmã.
Nossa história como irmãs é conturbada, instável e serena.
A gente teve (quer dizer eu tive…) que cultivar e entender esse amor. Eu tive que amadurecer pra perceber que a gente não dividia, a gente multiplicava e aí a mágica aconteceu e ela foi minha amiga, minha cúmplice e minha companheira e ao mesmo tempo meu bebe, meu tesouro que eu tinha que guardar e proteger.
E depois de separação da família, separação de casas, mudanças, e também um certa separação de “espírito” o amor ainda tá aqui, firme e forte.
E agora é um amor orgulhoso, porque a minha irmãzinha não é mais frágil pequena e indefesa. Ela é uma mulher linda que me deixa muito orgulhosa pela pessoa que se tornou.

 “E eu me peguei pensando em como tudo isso transforma uma noite vendo caras e bocas da Mônica e da Magali nos quadrinhos, em uma noite perfeita!”

…ao vivo!

Não sei se vocês repararam, mas podem falar comigo ao vivo!
Tem uma telinha pra conversamos pelo msn!
Pode perguntar, criticar, elogiar ou só bater papo mesmo!
EU vou adorar!

me instalei na empresa!
Como assim?
É isso mesmo essa éa loucura da qual falei pra vocês mais cedo. Quem tiver coragem, sirva-se de letrinhas!
A questão agora é como contar pra vocês sem ficar chato, porque história é grande e se eu contar só um  pedaço vocês, além de não entender, vão me pintar mais louca do que de fato sou!
Então vou tentar…
Não é segredo pra ninguém que vou começar a construir minha casa né gente?
Acho que também não é segredo que temos (eu e o marido) um estúdio de fotografia né?
E o X da questão estava todo aí, aliás, todo no imóvel onde o estúdio estava/está instalado.
Vou começar do começo:
Quando decidi vir morar no bairro que estamos hoje, decidimos que também separaríamos a empresa da casa (que até então ficavam no mesmo imóvel). Procuramos muito (1 ano) e encontramos a casa dos sonhos, na rua dos sonhos, no bairro dos sonhos) e partimos pra procura do imóvel da empresa. Já estavamos desesparados por não encontrar nada e nosso estúdio ainda estar no imóvel antigo que ficava do outro lado da cidade. Até que achamos uma casa aparentemente perfeita, afinal nosso problema era encontrar uma casa que tivesse um cômodo bem amplo para acomodar o estúdio,  que requer muito espaço para toda parafernalha de equipamentos e etc e tal.
O imóvel que encontramos tem esse espaço, mais jardim (que também era requisito)! Além disso, fica distante da nossa casa 5 minutos a pé e acho que nem 2 de carro. Numa localização maravilhosa!
Nos encantamos! e como tudo que é feito pelo encantamento, não dá vazão ao racional e tivemos um surpresa! Depois de tudo acertado, seguro de aluguel feito, contrato assinado, mudança feita, todas as garantias de que a casa não tinha infiltração nem problemas e etc e tal. Depois de ter que provar que tinhamos condicao de alugar com extratos de conta bancária, consultas e mais consultas de CPFs, milhões de documentos e comprovantes, referências de alugueis anteriores e ainda fazer um seguro de pagamento de aluguel.  Isso porque locatário tem que provar tudo, das formas mais absurdas possíveis, gracas aos sacanas da vida, mas o que se pede em troca ao dono do imóvel? pra saber se a ha débitos anteriores que poderam te gerar problemas, pra saber se as ligações elétricas e hidrulicas estão em ordem, telhados, etc etc e tal? NADA!
Enfim só um desabafo.
Só sei que com duas semanas de intalados, com tudo nos seus respectivos lugares, choveu pela primeira vez! e o que aconteceu? choveu dentro do meu escritório, choveu no estúdio, choveu na recepção. E isso tudo é uma estória a parte. Só sei que o proprietário não foi nem um pouco solicito em soluciuonar as questões, não quis arcar com os custos, nem resolver problema. Virou pra gente e disse: se quiser entragar o imóvel entregue. Mas ele sabia que não fariamos isso, depois de tudo que foi gasto com mudanca instalação, tempo de serviço parado e etc. Resultado, ficamos com a casa, mas completamente insatisfeitos e outros problemas referentes à casa e aos seu proprietários e assim  estavamos levando, ajeitando o que dava e tinha que ser ajeitado, como dava e achando um desaforo ter que resolver problemas estruturais da casa dos outros.
E isso já ta ficando enorme, mas continuarei!
Quando resolvemos comprar o terreno ja estava definido! Quando a casa fosse construída e nos mudassemos, entregariamos o imóvel da empresa e colocariamos a empresa na casa onde moramos hoje, construiriamos a parte do estúdio na area no fundo da casa nas medidas que precisavamos. Teriamos o escritorio e o estúdio num lugar maravilhoso e numa casa cheia de boas energias e da qual gostamos muito tanto do imóvel, como da proprietaria.
Conversamos com ela (a proprietária) e ela concordou!
Já estava tudo acertado, quando mudassemos pra nossa casa própria, a empresa viria pra casa antiga.
P E R F E I T O !
Então compramos o terreno!
E começamos a viabilizar também a construção do estúdio aqui no fundo, pra ir deixando tudo organizado e não ter “embolação” no meio do caminho.
E estava tudo indo conforme planejamos, muita correria porque algumas coisas ja estavam sendo feitas no terreno que, como falei, fica em outra cidade, novos projetos na empresa, decisão de ficar sem ajudante em casa, apenas uma vez por semana, uma série de coisas que toma um tempo terrível.
Estavamos tendo que nos dividir, entre empresa, casa, filha, obra no terreno, obra aqui no fundo e o tempo não para!
Até que aconteceu a gota d’água, aliás a enchurrada d’água!
A última chuva forte que deu alagou um cômodo da empresa e perdemos todas fotos de Eder, de uma exposicao que fizemos, em tamanho 60×90.
Isso só me fez ter mais certeza de que eu nao teria retorno de nada que fizesse ali, por que nos mesmos já estavamos depositando energias negativas no ambiente por causa de tanta insatisafacao, frustacao, raiva, mesmo tentando não agir dessa forma… enfim.
Fim de semana passada a LOUCA aqui teve uma brilhante ideia e o LOUCO VARRIDO do marido concordou!
Vamos mudar a empresa pra nossa casa… quer dizer, vamos mudar a empresa pro imóvel onde está nossa casa e ficar sem casa!
E foi isso que fizemos ontem e hoje! mudamos o escritório e ateliê pra nossa casa e resumimos nossa a casa à cozinha e um quarto reversível para dois (quarto de Isadora e antigo “moquifinho”!
Pensem no caos! Pensem num felicidade!
Sei, só sendo louco pra ficar feliz numa situação dessas!
Lembram de todos os cantinhos charmosinhos que vocês tanto gastavam daqui? poucos existem agora, quase nenhum!
cabeceira de bolinhas? nao mais, ali agora tenho minha mesa de vidro com cavaletes e computador. Em volta? um monte de mesas que comportará os materiais e equipamentos do meu ateliê.
E a árvore na parede? ainda tem? ainda tem! mas nao é na parede da sala, é na parede do escritorio de Eder. E a mesa de Isadora e meu canto de criação? O lugar agora comporta minha cama de casal, mais uma cama box que era o sofá da sala! EBAAAA tenho uma super cama agora, mas em compensação não tem espaço nem para uma mesinha de cabeceira!
Porque eu disse que vocês iam gostar?
Porque agora vou fazer algo que sempre quis fazer na empresa e nunca fiz, decorar!
Nunca consegui decorar na outra casa, sempre que tinha a intenção algo bloqueava (acho que a insatisfação), então tinha o básico do básico para organização e funcionamento.
Eu sempre tive uma vontade louca de decorar a empresa como se fosse uma casa, com frufrus e coisinhas coloridas que nao atrapalhassem o funcionamento, mas que deixassem os ambiente alegres e aconchegantes, com jeitinho de lugar onde trabalham pessoas e nao robos!
Acho que agora vou consegui, porque amo esse imóvel aqui e tudo com amor funciona.
Terei muita dificuldade inicialmente porque é muita coisa pra pouco espaço e vou fazer isso sem gastar um centavo, usarei toda minha criatividade pra encontrar solucoes pra cada lugarzinho.
Hoje o dia não foi nada fácil, tá tudo um caos aqui, o fundo tá um caos, bangunça e poeira que não tem fim, dentro consegui dispor os móveis e encontrar lugar pra cada coisa. Até o fundo ser concluído ainda me dividirei entre esse e o outro imóvel, mas bem menos. Até a minha casa ficar pronta, passerei o dia no trabalho e irei pra casa (um quarto) apenas ver um filminho e dormir. A filhota nao gostou muito essa parte, mas gostou de saber que ficara mais pertinho de mim.
UFA!
Pra quem teve paciência de ler, agradeço por me ouvir (ler) e digo que, escrevi tudo isso porque acho que vocês mereciam uma satisfação, afinal quando eu comecar a mostrar os ambientes e minhas soluções, sem saber da estória toda vocês iam comecar a se indagar: mas como isso é na empresa se essas janelas sao na casa dela? e isso que ta na empresa, mas faz parte da casa. E uma coisa que eu prezo muito é credibilidade, e acho que vocês merecem respeito e consideração! Fiquei pensando se estava exagerando na exposição, mas acho que isso tenho que desencanar, uma vez que resolvi abrir as portas da minha casa, não tem espaço para ficar cheia de dedos.
Beijos e queijos

Medo de mostrar as fotos e vocês nunca mais voltarem aqui

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