Se tem uma coisa que eu adoro são embalagens, já me peguei milhõooooes de vezes escolhendo o produto pela embalagem que ela tem e não pelo produto em si.

Mas o que eu quero mesmo falar é das embalagens de vidro que eu acho tudo! E porque?
Porque elas são lindas, altamente reutilizaveis e 100% recicláveis.
As embalagens de plásticos são umas vilãs, se aproveitam da palavra praticidade e por trás dela esconde todos os outros malefícios.
As embalagens de plástico rapidinho vão pro lixo, porque amassam, ficam feias (quando não já são), nem preciso falar de todo impacto ambiental que causam com isso, sem contar os que são causados para sua produçaõ etc, etc e etc.
As de vidro, depois de usar o produto são materia prima de primeira para mil e uma coisas.
Há quem possa pensar que os produtos que vêm em embalagens de vidro são mais caros! Sim, normalmente são, mas com certeza você vai até uma loja comprar algo que provavelmente aquela embalegem de plástico jogada no lixo poderia ser ser fosse de vidro? Confundi? Eu explico:
Você opta por levar a geleia de morango da embalagem de plástico por ser R$ 0,50 – R$ 1,00 mais  em conta que a da embalagem de vidro, ambas tem a mesma qualidade e você economiza. Ok?
Um tempo depois você percebe que está precisando frasquinhos para condimentos o que você faz? vai até uma loja e compra um conjunto de potinhos que não vai sair por menos de R$ 10,00 (se você tiver sorte e paciência de bater perna).
Se tivesse optado pela geleia do pote de vidro, aparentemente mais cara, teria em casa potinhos de vidro adequados para esse tipo de produto, sem precisar perder tempo com comprá-los, nem desembolsar dim dim).
Gente o vidro não retém cheiro, armazena e matem muito bem os alimentos, são fáceis de limpar, não mancham, e são duráveis.
Se você for jeitosa ainda pode customizar. Se não for o vidro por si já carrega uma certa beleza.
Aqui em casa é lei, sempre dou prioridade às embalagens de vidro, assim eu atrelo algumas coisas numa só:
cuidado com o meio ambiente
- redução de consumo
- economia
- condimentos bem armazenados
- beleza na minha casa
- praticidade
- e mais um bocado de coisas.
Uso:
- Na pia da cozinha com detergente de prato (eu guardo as válvulas de embalagem de cosméticose uso)
- Na pia do banheiro com sabonete líquido
- Pra dividir produtos que compro em embalagens grandes
- Guardar os tais contimentos
- Guardar molhos pra saladas e molho de pimenta preparados em casa
- Escolho uma garrafinha bem bonita pra levar à mesa com azeite
- As garrafas mais bonitas uso pra colocar água na geladeira (e não me digam que isso é brega, é brega porque “não foi comprado” – brega pe algo que não atende bem a função destinada)
- Os potes maiores (tipo de palmito) uso pra guardar alimentos abertos: maisena, fubá, sal, milho de pipoca, etc..
- Fora da cozinha ainda armazeno meus materiais de trabalhos manuais: botões, miçangas, sobras de fitas, lapis, canetas, tesouras, ferramentas, pinceis.
- Simplemente não há limite para o uso deles. E eu já falei demaaaaaaaaaaaaais [rs]

Essas fotos eu fiz especialmente pra esse post, aí embaixo outras que já apareceram por aqui:


Outras ideias eu vi:
aqui
aqui
aqui
aqui
aqui
tem um monte e to procurando mas não acho….

Sobre o vidro e seu aproveitamento total na hora de reciclar aqui
E não esquece de quando quebrar não jogar no lixo, encaminhe ao ponto de coleta!
bijos

Acho que todo mundo que passa pro aqui conhece minha paixão por fotografia… já me disseram até que eu estava ficando neurótica, bitolada ou coisa do tipo…
Mas é que fotografia pra mim vai muito, muito além do ato de clicar um botão, de analisar uma luz.
Pra mim fotografia é uma exercício de contemplação, experimentação e descoberta
Quando eu saia pra fotografar o ato em si era o de menos, o gostoso era acordar cedo, percorrer um caminho e enquanto isso observar com mais atenção o que estava em minha volta, observar os detalhes “insignificantes” que nos cercam. O legal era estar com pessoas legais e se divertir, coversar, interagir, olhar pelos olhos do outro ao ver a suas fotografias, mesmo que fosse no LCD da máquina
Hoje eu não uso minha máquina tanto quanto antes, a necessidade do clique diminuiu, talvez não seja mais tachada de louca, mas o que poucos sabe é que hoje eu fotografo muito mais do que antes, eu fotografo com meus olhos e minha mente. Hoje eu não fico mais atenta ao mundo que me cerca apenas quando ponho a máquina no pescoço, imagens perfeitas saltam aos meus olhos a todo instantes e eu as capturo e as registro na minha memória e me sinto realizada por ficar feliz simplesmente por notar um certo galho com uma certa curvatura, sob certa luz e com o azul do céu de fundo.
Por vezes desejei estar com a máquina em momentos como esses, mas hoje eu entendo que se eu talvez estisse, não fizesse nem o registro e nem a contemplação.

 Filha,
Você ainda não anda nos blogs e a menos que eu te mostre você não vai ler isso e se eu mostrar você também não entenderá a importância que tem o que vou escrever, mas o farei mesmo assim um dia você entenderá.
Eu já te amava mesmo quando você ainda era um sonho que eu julgava estar longe de acontecer, amava a ideia da sua existência. Você passou de sonho a realidade na primeira tentativa e quando isso aconteceu você já tinha nome e eu um mundo de planos pra você.
Eu já sabia tudo, sabia como ia te educar, sabia com quantos anos iria pra escola e quantos irmãos teria, sabia o quanto ia te amar, que jamais magoaria você.
E então você nasceu e eu percebi que eu não sabia nada, você engatinhou antes de eu imaginar, falou depois do que eu desejei, e eu nem sei qual foi a primeira palavra que você pronunciou (só sei que depois que começou não parou mais), você não come tanto quanto achei que você comeria, você não tem irmãos e foi pra escola antes do que eu pretendia. Seus olhos não são verdes como os do seu pai e você não tem medo de rã como eu. Eu já te magoei muitas vezes, já te fiz chorar, já dei palmada na sua bunda e já gritei com você sem motivos. O meu amor por você é incomensurável e eu achei que sabia o quanto seria…
Você me deu uma rasteira, filha, me mostrou o quão tola eu fui por achar que ia ser uma super mãe a prova de erros e que tudo podia ser planejado e perfeito, você me fez entender que eu sou uma super mãe, mas  isso não faz de mim uma divindade.
A gente acha que esse papel é nosso, o de ensinar a falar, a andar, a comer, a se portar, a escrever…
Mas a realidade é que a maior lição quem me deu foi você: que eu posso simplesmente ser Eva e posso amar, chorar, perdoar, ser feliz, ser forte, ser fraca, que eu posso  dar meu colo pra você chorar, assim como você pode me dar o seu.
Você me ensinou que não é tão frágil como eu julgava que seria. Que é mais sábia que nós adultos, que sabe perdoar e dar valor ao que de fato é valioso. Isso me ensina que o amor é incondicional e que nenhuma das duas palavras é sinônimo de perfeição, que é necessário cuidado, carinho, mas os deslizes serão uma constante na vida.
Você me permitiu ser mais leve porque você entende que minhas desculpas são sinceras. Entende que o que eu quero é ver o seu sono tranqüilo durante a noite e o sorriso do seu rosto durante o dia mesmo que minhas atitudes nem sempre estejam alinhadas a esse desejo.
Tudo isso faz com que eu seja uma mãe realizada, coruja e que vê em você uma super filha irretocável. Eu faria tudo de novo, eu não pediria que você fosse nem um tantinho diferente, não pediria nem que você gostasse mais de comer nem que você fosse menos ativa. Mamãe reclama, mas as mães são assim, elas reclamam demais, elas querem perfeição, mas não percebem que a perfeição é chata!
fotografia: Eder Jules
edição: Eva Caroline


… não fazer nenhum post sobre a minha posição a respeito do Natal (e tantas outras datas comemorativas), para não parecer uma pessoa ranziza, infeliz e mal amada (rs), masssss, parece que as coisas estavam me cutucando pra ver se eu aguentava.
Ontem Isadora veio me perguntar se hoje seria o Natal e eu respondi que seria véspera de Natal. Ela continuou: Então é amanhã que a gente vai dar os presentes?
E eu fui obrigada a responder: Não filha, nosso Natal é diferente. Ela – claro – não se deu por satisfeita e perguntou porque e eu respondi e ela entendeu e pelo visto gostou da resposta porque não fez cara feia, nem falou: maaaas mãaaaaaaaaaaaaaaaaae e hoje estava repetindo para os alunos imaginários da escola imaginária dela.

Hoje enquanto arrumava pela enézima vez o nosso (meu e de Dorica) cantinho de bagunça apelidado carinhosamente por Eder de muquifo, ouvi uma música da Pitty que eu adoro.
Achei que ela seria uma ótima mensagem de natal, para gente refletir nossas ações, nossas repetições e reproduções.

Pane no sistema alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor

Pane no sistema alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado

Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more,gaste, viva

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor

Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Só pra constar: eu não sou uma pessoa amarga, nem tenho nada contra datas comemorativas, mas não dou mais valor do que elas realmente têm e não as supervalorizo.
Falo sempre: dia de comemorar são todos os dias. Pra mim todos os dias são para abraçar seu filho, beijar seu marido, dizer que ama sua mãe. Todo dia é dia de agradecer e celebrar a vida. Pra mim datas comemorativa são feitas pra gerar lucro com a venda de produtos e movimentar a economia.
Ah, mas é tão bom reunir a família e coisa e tal… também acho, mas isso você pode fazer o dia que você bem entender, porque tem que ter data?
E porque depois que passa o natal todo o “espirito natalino” acaba?
Bom, é isso que eu tento fazer, não espero o dia especial para comemorar com quem eu amo sua existência, não espero uma data para presentear minha filha seja com coisas compradas ou feitas por mim, não espero, eu faço quando sinto que devo fazer. Diante de uma data comemorativa como a de amanhã também procuro não deixar passar em branco (e se passar não me faz mal porque sei que fiz tantas vezes durante o ano o que “deveria” ser feito em tal data), mas com certeza não terei uma árvore enorme na sala, cheia de signos e símbolos que não nos pertencem, nem estará rodeada de presentes com os ultimos lançamentos da moda, tecnologia e tudo mais, não terei Peru na mesa nem toalhinhas vermelhas e verde (alias terei… rs minha cozinha é vermelha e verde…rs)… Enfim… Hoje eu acordei e fiz um almoço bem gostoso e preparei a mesa diate da TV e fiz um bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro, tomamos suco de abacaxi e assistimos Rimtintin.
E isso resume o que eu disse para minha filha se há algo que o Natal representa é o amor, família, união. Presentes, compras e etc não são o que trazem a felicidade, as pessoas e a delicadeza da convivencia é o que importa.

Afe, pra quem não ia falar….
Mas entenda quem quiser eu penso assim e respeito quem pensa diferente e no dia que tiver que fazer uma festa pra comemorar uma data ela será feita sem nenhum problema, só não é uma prioridade pra mim.



2009 – Eva Caroline

Na última aula de filosofia, discutiu-se sobre o fim da história, o fim da arte.
O filosofo Artur Danto faz essa afirmação de que a arte morreu, mas não apenas isso, sua morte foi responsável pela sua emancipação: A arte deixa de se impor limites:qualquer objeto visual pode se tornar obra.
Hoje dando uma lida nos blogs de fotografia, me deparei com um texto da Simonetta Persichetti, sobre uma discussão em torno da morte da fotografia, achei muito pertinente sua colocação contraria a essa afirmação.
No meu entendimento não houve morte da arte e não haverá da fotografia, houve (e continuará havendo) ressignificações, novas formas de atuação e de reflexão.
Acredito que todo advento que traz mudanças (grandes ou pequenas) causa estranhamento, e em torno deste estranhamento também muita especulação, discussão, mas as coisas não acabam elas se transformam, evoluem, sem necessariamente deixar de existir. E porque não viver o novo e usufruir das suas facilidades, explorar novas possibilidades ou mesmo revisitar e reinventar coisas antigas/tradicionais nos moldes do novo?
As vezes penso que a habilidade do fazer técnico se sobressai diante da habilidade da reflexão.
Ambos têm seu lugar, o cuidado com a execução é muito valioso, mas ato sem um porque torna-se vago, talvez fútil.

Um salto no vazio – Yvens Klein – 1960

Klein é também conhecido como fotógrafo, Saut dans le vide (Salto no Vazio), que aparentemente mostra-o pulando um muro, braços abertos, em direção da calçada. Klein utilizou a fotografia como evidência de sua capacidade de realizar uma viagem lunar sem auxílio. De fato, Saut dans le vide foi publicada como parte de panfleto de Klein (o artista do espaço) denunciando as expedições lunares da NASA como arrogantes e estúpidas.
O trabalho de Klein gira em torno de um conceito influenciado pela tradição Zen que ele denomina le Vide ou em português: “o Vazio”. O Vazio de Klein é um estado similar ao nirvana, livre de influências do mundo, uma zona neutra em que as pessoas são induzidas a concentrar-se em suas próprias sensações e na “realidade”, e não na “representação”. Klein apresentou sua obra sob formas que a arte é reconhecida, pinturas, um livro, uma composição musical, mas removendo o conteúdo esperado destas formas, pinturas sem imagens, um livro sem palavras, uma composição musical sem composição de fato, restando apenas o meio de expressão artística, tal como ele é. Desta forma ele tentou criar para sua platéia uma “Zona de Sensibilidade Pictórica Imaterial”.
Ao contrário de representar objetos de um modo subjetivo e artístico, Klein quis que seus temas fossem representados por suas impressões: a imagem de suas ausências. O trabalho de Klein reporta-se intensamente a um contexto teórico e de história da arte, mas também metafísico e filosófico, e em seu trabalho ele visou combinar estes contextos. Ele tentou fazer sua audiência experimentar um estado em que uma idéia poderia ser simultaneamente “sentida” e “entendida”.

Texto retirado de: http://rodrigodearaujo.wordpress.com/2009/03/28/yves-klein/



O filme O Leitor aborda uma questão ainda muito atual, apesar de se passar num cenário pós-guerra.
O envolvimento sexual entre adultos e adolescentes ainda choca e continua sendo alvo de muita polêmica.
Até que ponto podemos ponderar tal questão pelo parâmetro do certo e errado, quem estabelece essa relação e define o que é o quê? Será que o poder público através de suas leis – muitas vezes contraditórias – é capaz de julgar o que realmente é moral ou amoral e atender aos anseios de uma população multifacetada como a atual?
Nos deparamos todos os dias com casos de “senhores distintos” se aproveitando de crianças indefesas. Por outro lado vemos meninas e meninos iniciando sua vida sexual precocemente, mal entram na adolescência e já têm uma vida sexual ativa.
São duas – ou mais – realidades decorrentes de uma banalização da sexualidade no mundo contemporâneo.
Certo, se por um lado abusar de uma criança é pedofilia, é um crime brutal e aterrorizante, há a questão da relação entre pessoas “maior” e “menor” de idade, que perante a lei – e muitas vezes perante a sociedade – também é uma atitude reprovável. Será que sempre que tal situação ocorre, ocorre sempre à margem da moralidade? Será que o veredicto terá sempre que ser desfavorável ao réu – o indivíduo possuidor da maioridade? E que esse relacionamento será imutavelmente baseado no aproveitamento do menor pelo maior? Será mesmo que não pode haver sentimento, recíproca, afeto? Ou quem sabe possa haver sim uma troca de interesses, o filme retrata bem tal situação: o Jovem personagem de David Kross se beneficia sexualmente de uma mulher madura encenada por Kate Winslet e esta se beneficia com o mundo das letras através do “menino”, e só a partir dessa relação de troca de interesses é que surgem os sentimentos.
São pontos que devem ser ponderados com muita cautela, até quando vamos julgar os atos de alguém ou deixar de julgá-los pela idade que está impressa no seu documento de identificação. Os jovens não podem experimentar o amor, a paixão? Ou são os maduros que não o podem mais? Qual é a idade limite pra que possa haver sentimento entre duas pessoas? As indagações vão além: porque os pesos e a medidas são aplicadas de diferentes formas para homens e mulheres e, por exemplo, ao perceber um homem mais velho ao lado de uma moça mais nova isso não causa espanto, nem arranca olhares e pensamentos maldosos, mas olhares reprovadores são lançados sobre um casal de namorados em que o contrário acontece – o mais jovem sendo o homem.
É muito intrigante como no mundo Ocidental e moderno as pessoas ainda não conseguem perceber e aceitar que o sentimento vai além da idade, sexo, credo, raça, ainda preferem acreditar que quando há uma certa disparidade – etária, étnica, financeira… – os relacionamentos não possam ser baseados no afeto mútuo e sim na troca de favores ou interesses individuais.

Pessoas queridas, de vez em quando os temas vão variar (agora este é o mundo que me cerca beijossss) ainda tenho que prepara 10 desenhos pra amanhã… rs


Bom, eu nem tô tão animada pra posts, mas li o blog da mama (blogagem coletiva – que eu nem sei direito o que é) sobre adoção e pensei rapidamente sobre isso, que sempre tive vontade mas nunca fiz nada pra por em prática, nem procurei informação sobre, além do que Eder tem um pouco de receio apesar de também ter vontade. Mas o pensamento logo foi embora.
Mais tarde organizando uma fotos no computador achei umas pastas com as fotos de Dudu e fiquei pensando sobre ele e resolvir contar pra vocês.
Eu e Eder sempre tivemos vontade de fazer coisas em prol de lguém que precise, mas parece que sempre que tentamos nos decepcionamos, acho que fazer algo pelas pessoas tem que ser realmente sem nenhuma expectativa, sem apego e isso eu ainda não consegui alcançar, faço o que sinto, mas quando vejo que não há um reconhecimento desanimo. Não que faça pelo reconhecimento, mas é difícil você ajudar quem não quer ser ajudado, apenas acha que quer.
Bom a história de Dudu foi a seguinte:
Numa viagem pro interior da Bahia – onde nasci – comentei com uma tia que gostaria de adotar uma família (ajudar financeiramente) e resultou que comecei a ajudar Dudu e a mãe dele que passavam por uma situação muito ruim. Volta e meia cogitava a possibilidade deles morarem comigo, finalmente fizemos a proposta pra mãe e ela aceitou e as condições seria as seguintes:
Eles viriam morar aqui ela viria pra trabalhar comigo, reeberia por isso e eu arcaria com tudo relacionado a Dudu (saúde, educação, alimentação, vertuário…emfim tudo!), mas deixei sempre bem claro: eu não quero ser mãe de Dudu, a mãe dele é você. Também sempre deixei bem claro que ela não seria tratada como empregada, nos acompanharia em todas as atividades da familia e tudo mais, mas teria obrigações, no entanto Dudu teria prioridade nas coisas.
Afe gente, mas foi 1 mês de estres, ninguém aguentava mais, nem quem vinha nos visitar, nem eu nem Eder, ninguém porque a mãe não conseguia vislumbrar a oportunidade que o filho dela estava tendo sem ao menos ter que se separar dele e não fazia nenhum esforço pra que isso acontecesse. Sem contar que judiava dele demais, batia, deixava com fome, afe não gosto nem de lembrar…
A gente conversava com ela, explicava, mostrava, até que um dia ela virou e disse que pobre tem que sofrer mesmo… mostrei pra ela as fotos de quando casei, que ela tava me vendo numa situação boa, mas que eu tb já passei fome, que quando eu casei passei um ano com um colchao e um fogao, sem geladeira, mesa, radio, televisão, cama, armário nada… Mas que aproveitei as oportunidades que apareciam pra mim. E fomos tentando, tentando… Eder já estava num estado de nervosismo que proibiu a entrada de Dudu no nosso quarto porque não aguentava mais ver as quedas e o desleixo dela com ele. Nós saiamos e eder ficava na rua apavorado com o que poderia estar acontecendo em casa, se chegariamos e Dudu estaria bem. Eu tentava entender que ela não teve a mínima instrunção, mas a gente falava ela fechava a cara e achava ruim ou simplesmente entrava por um ouvido e saia pelo outro. Tentamos, tentamos, mas não dava mais pra presenciar aquilo, foi o que eu disse a ela: ela é a mãe dele… não eu. Eu estava disposta a instruir, ajudar além da ajuda financeira, mas não ia criar o filho dela sozinha, ela tinha que ter compromisso, nçao tinha pretensão de te tirá-lo dela, queria ensiná-la a ser mãe e aprender junto com ela.
Era duro ouvir Dudu chorar o dia inteiro, não por ele, afinal ele tinha 1 ano… mas porque sabiamos que era negligencia da mãe, sabiamos que ele chorava de fome (e não era por falta de comida), ou de sono ou simplesmente de tédio porque ele não era incentivado com nada.
Desculpem estar escrevendo essas coisas tristes, mas acho que eu mesmo precisava entender certas coisas, entender que ainda não cheguei nesse nível de doação ao próximo.
Uma frase que ela disse me marcou muito: eu disse pra ela que uma crianaça de 1 ano não entende o que significa um tapa e por isso ela não estava ensinando nada a ele ai ela me respondeu: mas eu não bato de murro não… Afe…
E isso durou um mês e eu fiquei frustrada porque gostaria muito de encaminhar uma criança que muito dificilmente terá um futuro digno, será mais um ignorante em todos os sentidos, porque é isso que ele tem como exemplo. Eu queria muito poder ajudá-lo mas a propria mãe parecia não querer era um conflito muito grande uma mãe que quis levar uma gravidez adiante e batia no peito se orgulhando disso, mas que não colocava em prática esse amor… Eu continuo querendo achar que era ainda muita ingenuidade, continuo querendo acreditar que as intenções não eram as piores… mas eu não aguentei…
è só mais um desabafo… desculpa mais uma vez por trazer mais textos grandes e tristes … é mesmo só mais um desabafo…

obrigada por me “ouvirem” e quem não teve saco de ler obrigada por não desistir de mim e vir aqui sempre dar um espiadinha..
beijos
essa escuridão logo passa

Oi queridas!!! olha eu aqui dando de novo o ar da graça!!
Como estão todas vocês??? Espero que bem!!!
Bom a postagem de hoje pode não agradar muito ou até criar polêmica, mas é o que eu penso e sinto.
Acho que já falei aqui que não dou muito valor à datas comemorativas, acho muito comercial, eu acho que dia de renovar, de olhar pelo próximo, de perdoar, de beijar mãe, pai, filho, é todo dia!
Acho que não adianta passar um dia das crianças maravilhoso curtindo com os filhos e dando atenção a eles se durante o resto do ano eles vêm e segundo plano. Não adianta no dia dos namorados mandar flores pra esposa e não respeitá-la o resto do ano. Acho que demonstrações de amor e carinho têm que ser diárias. Gente não tô condenando que adora as datas comemorativas não tá??? eu tô dizendo que EU não as engrandeço porque penso que atitudes, sentimentos e pensamentos não se resumem a eles, precisa-se agir, sentir e pensar durante toda a vida e por isso não espero dia das crianças pra presentear e curtir com minha filha, se der pra brincar tb no dia da criança ÓTIMO! mas se não der eu não vou ficar com a consciência pesada porque sei que fiz minha parte de mãe, amiga e companheira em outros dias. E assim eu penso do Natal e do Ano Novo. Acho algumas pessoas muito hipócritas ao falar de momento de refletir, de se renovar, de fazer algo pelo proximo e depois que passa eles não mantêm esses sentimentos no coração!!! Então pra mim é uma época como outra qualquer se eu puder estar com as pessoas que amo é muito bom, como seria em qualquer outra data, mas se por qualquer motivo não der eu não ficarei triste por que sei que posso planejar estar perto de quem amo qualquer época do ano!
Espero que tenham entendido o que falei.
Por este motivo raramente enfeito a casa e coisa e tal, mas Isadora sempre cobra porque ela é criança e não tem um pensamento tão crítico como o da mãe…rs… e a tal magia do Natal também toma conta dela e ela também quer árvore de Natal e luzinhas piscando em casa. Aí todo ano eu termino improvisando alguma coisa, nunca compro nada, uso coisas que tenho em casa. Aí vem mais um polêmica…rs… Também não gosto dessas decorações tradicionais e porque??? Porque é uma coisa que foi imposta a nós. Porque que temos que colocar neve e boneco de neve na árvore se aqui no Brasil não neva na época de Natal (nem em outra ne??rs)? Neva nos EUA, mas aqui não… O Papai Noel não é originalmente vermelho isso foi campanha de marketing da Coca Cola, se não me engano São Nicolau tinha as vestes verdes… Bom e por ai vai, então não concordo muito com essa decoração. Mas tenho que saciar a vontade da minha gatinha e confesso que dá uma brilho especial a casa. Então não fiz árvore, fiz um enfeite colorido e tropical! com flores borboletas e cipó, Assim fica mais condizente com a nossa realidade!
Mãe vamos ver quem fala (escreve) mais??? kkkkkkk

bom aí vão as fotos da montagem!!!

Tecidos coloridos cortado em circulos grandes como se fosse fazer um mega fuxico

Costura como um fuxico, mas antes e fechar coloca enchimento

Depois de fechado passa a linha pelo meio fazendo essa marcação ai (linha vermelha)



O resultado são essas florzinhas!

uma “janela” de cipó que eu ja tinha

E o resultado!!!!







Espero que pelo menos da ídeia e das fotos tenham gostado… rs
Minha gatona ficou feliz e entendeu porque não temos árvore e nem Neve… Nosso Natal é Florido!

beijocas

E ai crianças??? como foram neste dia???
Aqui teve brincadeira pro todo mundo!!!
Logo cedo dona Doricas veio perguntar pelo presente dela, festa e folia pra abrir a embalagem (que ela já sabia o que era) e claro uma intimação: mãe brinca comigo!!!
E então lá foi Eva brincar de boneca e foi ai que tive idéia: vou fazer uma casinha pra boneca nova de Dorinha!!!! Aí sim começou a brincadeira de verdade:

Eis a tal boneca (minúscula..rs) Belabela (este é o nome dela)

O super papai com o truque pra fazer conta de cabeça :)

E mãos à obra

começando a erguer as paredes

Paredes erguidas, vamos pro acabamento…

Etapa da pintura

Escolhendo os revestimentos

Sejam bem vindo: vamos pra decoração
a portinha aparece aberta em todas as fotos, mas ela abre e fecha!!

maçaneta da porta feita com a “tampinha ” da dobradiça de uma porta normal

Fachada e “jardim” (brinquedinhos que ela já tinha e o telhadinho era da cozinha…(quando chegarem na cozinha da casa vão vocês vão entender)

Sala conjugada com cozinha

e é ecologicamente correta tá… olha lá o sofá feito de “paletes” (rs) (pecinhas de madeira daquele brinquedo – pequeno arquiteto)
a mesa de centro era a tampa de um potinho de vidro, a mesinha de apoio é o fundo do relogio que ta na perede o cachorrinho é brinde do mcdonalds

a gatinha se divertindo

Essa cozinha era um porta chaves em forma de casinha (tinha um telhadinho, mas tirei é o que tá la fachada), ela imita uma cozinha de casa de fazenda, com fogão a lenha, panelas de cobre…

eu adicionei uns detalhes: o relogio verde que aparece na primeira foto da cozinha, o bule, a chaleira, os pratinhos(são aquelas pecinhas que dão acabamento em moveis nos lugares dos parafusos) a tigela vermelha é a tampa de xampu de hotel

Mesa (de madeira claro) com bancos no lugar de cadeiras

Área íntima: quarto e closet

Papel de parede feito com papel de scrapbook

com direito a lavabo (era pra ser um banheiro, mas não sobrou espaço…rs)
(feit com uma embalagem velha de pó compacto – mãe, era aquele da amway… quantos anos tem??? mais de 10 ne???)

espelhoSSS!!! 1 só não é suficiente… Um é o fundo de um chaveiro e o outro desses conjutinho de escova e espelho que achei numa gaveta, o aparador tb é madeirinha daquele brinquedo pequeno arquiteto.

mais madeirinhas do pequeno arquiteto.

Quarto com direito a tv e poltrona com apoio de pés…
a mesinha da tv outra tamoa de pote de vidro, a tv é á caixa de um despertador, o apoio dos pes madeirinha do pequeno arquiteto forrada com papel

ah! claro e um lanchinho ne??? filme sem lanchinho não tem graça…
os copinhos são miçangas compridinhas.

Escada de acesso ao mezanino onde fica o closet.
feita com uma saboneteira de lavabo e o detalhe é um porta retrato pra foto 3×4 (é minha irma na foto)

Bom crianças, como vocês viram todos brincamos: Eder brincou de marceneiro, Eu de Decoradora e Dorinha de cliente feliz e satisfeita. A obra foi entregue no prazo (passei o domingo fazendo isso…rs)e deu tudo certo!
Gente. agora a melhor parte: tudo, tudo tudinho feito com coisas que eu ja tinha em casa, será que vai ficar muito comprido se eu mostrar cada coisa??? fica ne??? rs (mas eu voltei e escrevi mesmo assim…rs)
Fiz minha filhota feliz sem precisar gastar nada…
Espero que vocês tenham gostado e que tenha tido um domigo bárbaro também.
E por último mas não menos importante:

LÚ!!!!!
PARABÉNS!!!
TUDO DE MAIS BELO PRA SUA VIDA, VOCÊ É ILUMINADA E MERECE!!!! XERO!

Pessoas queridas, desculpem-me a ausência de post e de comentários.
Fiquei sem net o fim de semana inteiro, só voltou hoje no fim da manha. Por um lado foi bom, me forçou a ficar um pouco mais com a família, mas senti muita falta de vocês!!!
Tenham paciencia que aos poucos vou deixando meus recadinhos nos cantinhos de vocês, mas sintam-se visitadissimas, porque ja passei no blog de cada uma pra ver as novidades, so faltou tempo de deixar recados.
Hoje começou a saga da Carteira de habilitação, depois dos últimos acontecimento me senti forçada a não mais adiar… Hoje foi a primeira aula, a tarde toda!!!! trabalhar??? que nada ninguem precisa trabalhar, pode ficar uma semana prado sem problemas… (as aulas duram uma semana – a teórica)
Uma chatice… blá blá blá… Mas é necessário, se com tudo isso o transito esta caótico desse jeito, imagina só sem isso.

Vivian: Desculpa não ser a sua receitinha, mas não te preocupas a torteleta foi feita e devorada (apesar da comédia da execução) as fotos já estão prontas só falta escrever o texto e a receita e então postar :)
Mas finalmente vamos as fotos:
Bom, eu fiquei na maior dúvida entre postar ou não, mas resolvi postar.
É sobre o trabalho da Artísta Plástica Fernanda Batista, que tem um ateliê no Shopping Paço Alfândega (localizado no Centro de Recife-Pe e instalado numa construção de 1732 que abrigou um convento e posterirmente a alfandega).
No final de semana passado resolvemos conhecer o Shopping e me deparei com esse ateliê, amei a proposta porque foge do que normalmente vemos em ceramica, é um trabalho mais divertido, mais extrovetido e eu gosto disso (dos modelos mais tradicionais também, mas assim é mais minha cara).
Uma pena ela não ter deixado eu fotografar outras peças e coisas lindas que tinha lá, então terei que me restringir a postar a minha aquisição (claro que eu comprei alguma coisa ne??)
POr isso a dúvida entre postar ou não.
Eu acho meio bobagem isso, eu entendo que é o trabalho dela e que existem pessoas inescrupulosas, mas se eu quisesse “roubar” a ideia dela ou os desenho dela, eu não pediria autorização, provavelmente não compraria uma peça e tiraria uma foto de longe como se quisesse fotografar outra coisa. Sem contar que nada diosso impede quem quer fazer uso impróprio do material alheio, ela ainda disse: você pode fotografar as suas (claro ne??)
Mas tudo bem, eu só queria divulgar (muito ou pouco) o trabalho dela porque achei muito bonito, como já disse entendo os motivos dela, apesar de não concordar e também não fiquei chateada não, mas como tagarela que sou não poderia deixar de comentar o acontecido e minha opinião a respeito da mesma… rs
Ah! Ela não tem só ceramica lá não, tem caixinhas e outras coisinhas, e uma composição de ambiente muito legal…. Pena não ter como mostrar ne????




Beijos e boa semana para todas, não sei quando volto por aqui, amanha me parece que o dia vai ser hiper corrido e vai começar beeeem cedo!!!

Evinha

© 2014 asperipeciasdeeva.com.br Suffusion theme by Sayontan Sinha