Quando a gente topa cuidar de um bichinho a gente sabe que a probabilidade de vê-lo morrer é muito maior que a do seu bichinho ficar sem você. Mas apesar de saber disso a gente nunca espera que aconteça. A gente alimenta a esperança de que esse dia está longe de chegar.
A gente, mesmo sem querer, é tomado pelo amor e pelo companherismo incondicional que eles oferecem, mas um dia eles vão, seja por uma doença, seja por velhice. É triste e doído, mas o dia chega.

A nossa amarela (Nina) não resistiu à doença e foi correr na praia do céu dos cachorros. Foi uma despedida triste, distante (ela estava internada quando aconteceu), mas bonita e cheia de significados, eu não vou relatar aqui porque foi uma experiência íntima demais não sei se cabe neste espaço. Quem quiser, me chama no privado e eu conto (sabendo com quem tô falando. :)
Eu não me desesperei, nos dois dias seguintes estava totalmente em paz, sabia que tinha sido a hora dela ir, aqui ela só estava tendo sofrimento.
Depois de uns dias fiquei triste, senti falta, como não podia ser diferente… Foi um sentimento diferente do que imaginei que seria, não era dor, não era desesperado, era triste, vazio.

Mas eu não queria alimentar tristeza, não queria lembrar dela com tristeza, ela trouxe muita coisa boa pra nossa vida, pra ficar marcada pela tristeza que deixou. Mas, como Dorinha disse, a casa estava vazia!
Ficamos procurando um cãozinho pra adoção, queria uma cadelinha, foi então que apareceu essa foto no meu feed

Me apaixonei por esses olhinhos e essa linguona de fora! Tentei contato e não consegui. Deixei pra lá, fiquei com medo de estar sendo afoita e precipitada.
Uma semana depois ela apareceu no meu feed novamente. Dessa vez eu insisti, fui visitá-la e já voltei com ela!

Ela trouxe alegria pra casa de novo, claro que ela não substitui Nina, mas assim como Nina fez um dia, ela trouxe vida pra nossa casa.
A ironia da história é que ela estava sem dono porque o dono antigo morreu. Como Beta me falou em um comentário “Corações partidos curando corações partidos.”
E essa é Pop (Pop porque pula como pipoca!), depois de passar pelo veterinário, tomar banho e, claro, ganhar um lencinho!

Agora começa um novo ciclo!
E começa tudo do zero, todos os ensinamentos, todo o nosso aprendizado. E vai ser delicioso, vai sim!

Hoje foi dia de celebrar a vida! De agradecer e comemorar com alegria a chegada dessa pequena serelepe. Ficamos em casa, mexendo aqui e alí, numa mistura de “preguiçar” e cuidar das coisas. Em meio à lembranças e um sentimento de gratidão.
E pra marcar esse novo ciclo, resolvemos plantar a mudinha de Pitanga que tava esperando por esse momento!
Plantamos a primeira de muitas árvores da #eiecasatartaruga.


*a melancia tava estragada e a gente enterra todo o material orgânico da casa pra virar adubo :)

A semana encerrou com um sentimento bom de esperança.
Pra mim e pra vocês eu desejo uma semana feliz, com sorrisos e amor. Com força e garra!

Beijoca pra vocês!

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