*Oi, o Trololó é grande, se você só quer ver a fotos, rola a tela, se quiser um bocadinho de prosa sobre a minha vida, senta, pega um cafezinho que lá vem conversa!

Tem muita coisa nova acontecendo dentro de mim.
Sabe quando você entra numa casa fechada e abre todas as janelas? Já reparou como parece que uma energia diferente, positiva e motivadora toma conta do espaço?
É mais ou menos assim que ando me sentindo.
Eu sempre fui muito positiva, bem Poliana, sabe?
Mas sinto que tava perdendo o brilho da vida. Andava estressada e estafada. Uma certa descrença começava a querer se instalar e não! Eu não podia deixar isso acontecer. Eu quero uma vida que faça sentido, que tenha brilho no olho e muita luz entrando pela janela.

Fazer a transição, me reencontrar e me reconectar com meus valores não é algo simples, nem fácil, muito menos rápido.

Já repeti milhões de vezes que a mudança pra Jampa é parte desse desejo de mudança, mas mudar de cidade não é como virar um chavinha e plim! todos os problemas foram embora (na verdade eles nunca vão, sempre tem uma perrenga pra resolver, mas a forma como os encaramos faz toda diferença).
Me obriguei a sair de casa mais vezes, a fazer coisas novas e diferentes, mas vou te contar um segredo: me vi de novo no automático, estressada, irritada, exausta.
Percebi que eu precisava mudar, mudar a mim e o modo como eu enxergava a vida e agia.

Esse entendimento não caiu do céu e veio, como normalmente as coisas vêm pra mim, intuitivamente. Foram dias, meses, pensando na minha vida enquanto produzia, enquanto lavava prato. Sempre que tava fazendo coisas mecânicas meu pensamento viajava pra um lugar onde eu conversava comigo e só!

Esse processo tem sido libertador e eu tenho que agradecer imensamente à Rafa Cappai da Espaçonave e à Laurellie (por ter me apresentado à Paleo).
Assisti todos os vídeos da Rafa, de uma série chamada #vamoquevamo, e ela me motivou, me fez enxergar que se eu quiser, eu posso, mas, apesar de entender, ainda andava perdida, não conseguia colocar certas coisas em prática, não conseguia me concentrar, me organizar. Não achava o botão do foco. A Transformação tava acontecendo, mas tava tudo fora do lugar.
E aí que entra a Paleo, depois que mudei minha alimentação eu alcancei um nível de entendimento e de controle sobre mim que nunca tinha experimentado: mais concentração, menos ansiedade e uma casa de janelas abertas e muita luz entrando e invadindo a vida.

Agora você deve ta se perguntando: Ô, Eva?! Quêquisso tem com a “decor” da sua sala-escritório?
Seguinte, minha gente:  Vocês sabem que eu ganhei a bolsa pra fazer o curso da Rafa, né? O Decola!LAB!
E esse curso mexe demais com a gente, é um mergulho profundo dentro de si.
Acho, que em decorrência disso, meu local de trabalho começou a me incomodar, trabalhar olhando pra parede, minha mesa ficava num local de passagem e tava sempre caótica, bagunçada, espremida!
Aquilo começou a me dar um siricutico. Eu sou assim, às vezes eu preciso mudar tudo de lugar e quando eu faço isso permito e contribuo pra energia circular.

Sábado, mesmo cansada, vindo de uma semana muito tensa (Eder fez uma cirurgia – simples, mas eu sempre fico apreensiva, correria pra deixar tudo em dia e em ordem antes da cirurgia), com Eder ainda se recuperando, eu resolvi mudar TUDO aqui no ateliê, eu precisava de espaço, um espaço meu (tá tudo ligado gente! Lembra quando eu falei de precisar me enxergar na minha casa? Faz parte desse processo), um espaço que acompanhasse essa mudança. Não queria trabalhar de cara pra parede, nem num lugar que não me sentia bem.

Agora eu trabalho olhando cores, vendo as coisas que me motivam: fotografia, livros (apesar de não gostar de ler, eu AMO livros), coisinhas que me recordam bons momentos
No domingo, passei o dia estudando na minha mesa nova e tudo fluiu tão melhor.
A gente muda dentro e o exterior tem que acompanhar :)

Vista da minha mesa:

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Máquinas de várias fases fotográficas de nossa vida. Muitas fotos e elementos que remetem à fotografia. Será que eu amo?

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Esse “quadrinhos” de Paris são porta copos que Fernanda Bérgamo trouxe de lá de presente pra mim <3
O telefone foi um achado num ferro velho.

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*Preste reparo nos toys de lego que minha Doricas fez: um pinguim e um gatinho <3

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Bandeirinhas cheias de sorrisos e alegria (e a cadeira tá escalada pra uma reforma)

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Mais um cantinho com delicadezas:
- Quadrinho de Nanda Teixeira
- Foto do Por do Sol no Engenho Anjicos
- Suculenta da feirinha orgânica
- Bonequinhos que foram topo de bolo num aniversário de Dora
- Um vaso que compramos numa viagem à Natal
- E uma divindade presente de Talma

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O que a tinta spray não fizer por você, nada mais faz! Oi amarelão :)

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Meu caderno colorido de estudos <3 (da La Pomme, claaaaaro)

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Porta chaves, bolsa e casaco na entrada de casa, feito com moldura entalhada por um artesão de Olinda.

Agora eu tô felizinha da silva com meu cantinho criativo de trabalho <3

beijoca!

antes de depois quarto infantil pequenoTem muita gente esperando as fotos do quarto de Dorica e ando tão sem tempo de fazer as coisas que esse quarto já teve umas 4 versões, mas só consegui me organizar pra fotografar e postar agora. Quem sabe depois eu não procuro outras fotos e faço um post com as outras versões, né?

Sábado passamos rapidamente por Recife e Dora pediu pra passar pelo Poço novamente, e nós fomos. Dorica chorou com saudade e todos ficamos meios saudosos. Não era uma saudade tristes, era saudade de um tempo vivido com felicidade. Acho que os 5 anos de Poço foi das épocas em que fomos mais felizes (Sem contar o período de Jampa) e não tem como não sentir um certo saudosismo.
Mas tem uma coisa que eu real,ente sinto falta: JANELAS GRANDES.
Anota aí Eder Jules: primeira reforma dessa casa eu quero JANELÕES… hahahahaha.

Voltando pro quarto de Isadora…
Todo post que eu começo a escrever sobre a casa, tenho vontade de falar da dificuldade de organizar por ela ter cômodos pequenos. A gente tem que rebolar e usar muita criatividade.
O quarto de Dora é o que demanda mais atenção porque ela usa muito o quarto dela pra brincar, pra ler, estudar… Minha vontade é fazer um mesanino com cama e espaço pra leitura e embaixo espaço pra estudar e brincar, mas por enquanto fica nos planos.

Apesar de não ter sobrado muito espaço livre, ela me contou que essa foi a forma que ela mais gostou do quarto, porque as duas camas deixam o quarto mais confortável (e só agora eu percebi que não tem foto da disposição das camas, mas fica uma paralela a outra e o espaço entre ela é o suficiente para uma pessoa).


As duas pranchas de pinos foram pintadas na cor favorita de Dona Doricas e fixadas acima da cama. Sobre elas colocamos os livros que ela tanto se orgulha e adora tê-los por perto.
Pra ganhar espaço a gente decorou a prateleira com os brinquedos dela:
- Lego e bichinhos em caixinhas e potes transparentes;
- Quadros pintados por ela;
- A coleção de relógios;
- As bonecas Pepas que ela ama e que foram presente da Lia Agio (e também são confeccionadas por ela);
- Bonequinhos que ela modelou com lego, barro, biscuit, papel alumínio;
- Maquininha analógica que ela ama e foi presente de Samara e Ivan do Instituto Candela;
- Maletinha do Pequeno Príncipe que ganhou de Fernanda Reali;
- e mais um monte de quinquilharia que dá o maior trabalho pra limpar, mas são peças afetivas (e de uso dela do dia a dia) que refletem a personalidade dela e que fazem ela virar pra mim e dizer que ama o quarto dela <3

Pra resolver o problema dos inúmeros gibis jogados pela casa toda, combinamos de distribuí-los pela rua para as crianças que encontrássemos em nosso caminho. No início ela resistiu, mas depois concordou e ainda me disse que foi muito bom ver a felicidade das crianças que ganhavam e que ela ficou feliz também.
Deixamos apenas os gibis mais novos e o primeiro que ela ganhou. Pra eles não ficarem por aí, ganharam um suporte (que já serviu pra um monte de outras coisas… hahahah). O suporte é nada mais, nada menos que barras de banheiro para toalhas.
Outro ponto complicado no quarto de Isadora são os bichinhos de pelúcia. Ela é alérgica, mas nunca conseguiu viver sem bichinhos, a gente faz rodízio, mas ela sempre quer mais e sempre tem alguém (eu e Vovó Margaret) fazendo novos bichinhos de pano pra ela. Aproveitei as barras de sustentação da prateleira, passei elástico e prendi alguns bichinhos.

Do outro lado do quarto, pintei nuvens pra menina que vive no mundo da lua e sonha em voar como um pássaro. Tentei fazer com carimbo e com stencil, não deu certo, então pintei à mão.
Na cama, o primeiro presente dela (Cachorrão! 12 anos depois ele está firme e forte), A almofada toy (da La Pomme) em formato de Torre Eiffel e uma almofada de coração que Dorica costurou!


Na mesa lateral tem aparelhinho pra ouvir música na hora de dormir, caixinhas com estampa La Pomme da Coleção “Eu Amo Paris”, máscara de dormir e suculenta que Cactus Lira vende na feirinha de UFPB.
A almofadinha de nuvem, adivinhem de onde??? La Pomme, claro! hahahaha


Em frente às camas fica a mesa de estudos (leia-se bagunça). Fiz um móbile super fácil com retalhos de papel colorido e o nome dela com papéis estampados
Tentei deixar na mesa só as coisas essenciais para estudo, maaaas quem disse? Além dos dicionários que ela ama, os lápis de cor, hidrocor e o mural de recados tem um monte de fofíces (mais torres, mais relógio, mais bichinhos e etc, etc, etc…)

No fim, como já falei lá em cima, o quarto ficou do jeito que ela curtiu, com elementos que falam dela e pra ela.
Não gastei nada, usei só as coisas que  a gente já tinha em casa e elementos afetivos e que contam a história dela!

E aí curtiram?

Um beijo!

Esse mês completou 1 ano que mudamos pra Jampa, parece que foi ontem e ao mesmo tempo parece que sempre estivemos aqui!
A adaptação foi rápida, logo deu pra sentir que foi uma escolha feliz.
Eu prometi (aqui, no facebook e no instagram) que mostraria a casa nova, a decoração e tudo mais. Terminei não fazendo. E não fiz porque a casa ainda não ganhou forma, não achava que havia nada que valesse a pena mostrar.

A verdade é que apesar de muito desejada e comemorada, por conta da mudança tivemos muitas questões para resolver no trabalho, na casa, na vida…
Então o foco não estava na decoração, por mais que a gente sempre tentasse fazer algo, não conseguíamos concluir ou não chegávamos num resultado legal. Basicamente o que fizemos foi pintar, arrumar a parte elétrica e tentar acomodar nossas coisas da melhor forma possível já que essa casa é BEM menor que a anterior. No dia que a mudança chegou, a gente olhava e não acreditava que ia conseguir colocar tudo pra dentro…rs

(Ainda tenho caixas sem desempacotar por não ter espaço para colocar as coisas, e até semana passada o banheiro social estava interditado servindo de depósito …)

Mas, sabe? Agora não existe pressa (apesar da ansiedade) pra chegar a um resultado. Esse tempo foi importante pra gente sentir as necessidades de cada espaço, observar como utilizamos cada um deles. Apesar desse exercício não ter sido feito de forma consciente, ele existiu.
Sabe o que aconteceu também? Houve uma certa acomodação… Eram tantas outras coisas pra resolver, sem contar que estávamos vivendo tantas coisas legais fora de casa que, apesar da vontade de transformar esse lugar, terminava ficando pra depois.

Acontece que isso terminava me deixando, de certa forma triste e frustrada, porque eu não me enxergava na minha casa e isso é muito importante pra mim. Eu não estava insatisfeita emocionalmente, eu gosto e me sinto muito bem aqui… Não sei se pra todo mundo funciona assim, mas pra mim uma coisa é você se sentir bem na casa, ser grata pelo espaço que tem e que cuida e isso a gente sente no dia a dia, de olhos abertos ou de olhos fechados. Outra coisa é abrir os olhos e não “enxergar” essa sensação, olhar em volta e não encontrar elementos que traduzam fisicamente aquilo que nossa alma vive e sente.
Eu gosto de usar minha casa como espaço de expressão. Quando visitei minha mãe mês passado, relembrei como é bom ter uma casa bonita. Não tô falando de luxo, nem de ostentação. Tô falando da beleza que reforça o sentimento de pertencimento de um lugar, da que conta a história da nossa vida através dos objetos de nossa casa…
Enfim, foi vendo a casa de minha mãe, cada cantinho, cada cor, cada elemento decorativo, que aquela vontade de fazer aquilo acontecer aqui na minha casa veio com força!
Aproveitei que ganhei um monte de coisas dela (de livro  a uma cama novinha em folha – que veio amarrada no teto do carro… hahahaha) e usei como empurrão pra começar a mexer na casa.

Tô ficando feliz, tem MUITA coisa pra fazer, muita coisa iniciada desde a mudança e parada, mas devagar e com amor a gente chega lá!
Meu quarto já ganhou outra vida e já consigo olhar e ver um pouco do que eu sinto <3

*Primeira foto foi em julho de 2013 (quando nos mudamos e pintamos a casa toda) as duas última foi hoje (julho de 2014).

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> As fotos do quadro foram feitas por Beta Bernardo
(Imprimi as fotos e colei sobre o vidro de um quadro velho depois de ter pintado a moldura)
> A cama e a colcha de retalhos foram presentes da mama Margaretss (a colcha foi ela que fez!!!!)
> A almofada personalizada é da La Pomme
> Banquinho anos 70 e base do abajur – Tok&Stock
> Letras da palavra “AMOR” e cúpula feitos por mim <3

<3
Beijoca pra vocês!

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