Faz muito tempo que eu me pergunto porque e para quê corremos tanto?
Qual o sentido de uma vida onde nunca há tempo pra nada, onde se trabalha de domingo a domingo?
Não que trabalhar seja ruim, eu amo trabalhar, produzir, criar. Mas quando só há espaço pra isso é pra se pensar… Sem tempo pra ficar com a filha, pra preparar um almoço gostoso (mesmo aquele rápido e simples) e tempo pra não pensar em nada? Pra andar na praia ou ver um filminho?

As féria de 2012 pra 2013, que nos permitimos ter, nos mostraram o que estávamos perdendo. Reforçou o questionamento: Pra quê correr tanto?
Reforçou a nossa vontade de freiar e de levar uma vida mais leve, mais calma, mais suave. Onde houvessem refeições decentes, tempo pra não pensar em nada. Tempo pra  trabalhar, produzir, mas tempo pra recarregar as energias, sem ter que esperar por férias.

Não é fácil sair do rítmo, primeiro porque temos contas pra pagar {no início, no meio e no fim do mês}. Segundo porque vencer a inércia não é fácil… No fim do dia, depois de pegar Dorica na escola, pegamos Nina e descemos até a beira da praia, estendemos uma toalha e sentamos enquanto Nina e Dora faziam farra na areia. Me peguei agoniada, inquieta. Não dava pra simplesmente sentar alí e ficar olhando o mar, era estranho poder não ter o que fazer. Tive que me controlar! E ainda assim devo ter falado umas 4 ou 5 vezes: “Vamos embora?”.
Mas morar em Jampa está no ajudando, temos uma rotina totalmente diferente, em muitos aspectos. E como é tudo novo fica mais fácil criar novo hábitos, sem contar que a cidade favorece demais, começando pelo trânsito que é bem tranquilo.

E eu tô grata por Eder ter enchido tanto a minha paciência e ficado no meu pé até que eu me rendesse a ideia de mudar pra cá! Não dá pra explicar, só vindo aqui pra entender. A cidade tem um ritmo mais leve, tudo parece um passeio! Há violência como todo lugar, mas parece ser um pouco mais segura que a média. Às nove da noite o calçadão tá cheio de gente, andando de bicicleta, patins, skate… a areia da praia ocupada também! É gostoso demais.

E pra resolver os pepinos? Ir ao mercado, banco, cartório, Correio? Tudo mais rápido (e normalmente com um atendimento cordial). Não que eu ainda esteja pensando na correria, ou talvez esteja, mas se a gente ganha tempo e faz em meia hora algo que faria em duas, sobra o tempo da caminhada na praia no fim do dia, não é mesmo?

Beijo na ponta do nariz e uma dica: Reflita mais vezes a respeito do que de fato é importante na sua vida! Por mais que pareça que está tudo bem, que a vida está como você queria, reflita! Será bom perceber que realmente tá tudo bem e as coisas estão como você gostaria. Mas você pode se surpreender com os questionamentos que podem surgir. Sempre há algo pra melhorar e sempre há tempo pra buscar o melhor!

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