Tenho um orgulho danado da minha filha, pode ser “apenas” corujice de mãe, mas ela é a filha perfeita pra mim. É uma menina muito companheira e observadora. Adora ler, escrever e desenhar!

Esses dias ela postou esse texto no facebook dela:

Tem gente que acha que lar, é o lugar onde mora,é casa, onde vive e onde dorme…
Quando na verdade não é bem isso, lar é um lugar onde você está com sua família, ou com a pessoa que você ama.
O lar não é formado por coisas materiais, nem construída com cimento e tijolo, nem pintada com tinta, o lar pode ser a sua casa, desde que você se sinta feliz com esse lugar, ou então tenha pessoas que você ama nele! O seu lar pode ser uma barraquinha de acampamento, mas você pode estar com a pessoa que você mais ama nela. Do que adianta ter uma mansão e ser rica ou rico se você não pode dar e compartilhar com as pessoas que você ama? Não adianta de nada, temos que aproveitar as pessoas que amamos, que gostamos e temos de aproveitar a vida! Pois a vida e as pessoas podem acabar de uma hora pra outra, dinheiro nem sempre é tudo!

Achei de uma sensibilidade incrível {Já disse lá em cima que sou coruja, né?) e guardei pra trazer pra cá.
Alguns dias depois Beta Bernardo fez o post de nosso ensaio e se referiu a nós assim: um lar em João Pessoa!
Acho fantástico o fato de muitas pessoas se referirem a nós como família. Algumas pessoas nos encontram e dizem: “Oi, Família!”. Talvez isso se deva ao fato de estarmos praticamente o tempo inteiro juntos. Mas nunca ninguém havia captado algo que é tão verdade pra nós: Nós 3 somos o nosso lar, seja lá pra onde formos. Como Isadora disse, pode ser uma barraquinha! Ou como Beta registrou, debaixo de algumas árvores com os pés no chão!


Justo agora que estamos passando por um momento muito mágico que é reconstruir (fisicamente) outro lar, em outro lugar! É um momento cheio de expectativas, de esperança e planos!
Mas Beta {e sua fotografia} é assim mesmo: sensibilidade pura! As imagens que vi quando ela me mostrou o ensaio eram o retrato fiel do nosso lar. Eram imagens permeadas de amor, de sorrisos… éramos nós!
Engraçado é que acompanho o trabalho desde sempre e o que via era sentimento puro, bruto e lindo em cada imagem postada em sua fan page. Mas ver fotos minhas e de minha família foi um sentimento inigualável.

Explico melhor!
Sempre tive horror, pavor, psicose que me fotografassem, até a adolescência eu literalmente corria de foto ou me escondia. Depois passei a permitir que me fotografassem, mas nunca me senti a vontade com essa situação.
Não me sentia bem vendo fotos minhas (só gostava das fotos que eu mesma fazia de mim). Não tem a ver com vaidade, com gostar ou não do que vejo no espelho, era não me ver na imagem de mim mesma… louco né?! Enfim…

O lance é que Beta já havia lançado a ideia de fotografar a gente e eu recusava, meio que esquivando (mentira, me esquivando completamente).
Mas aí que ela chegou por aqui, nesse momento tão bom que estamos vivendo e eu achei que merecia um registro, achei que devia nos permitir.
Claro que eu esperava imagens bonitas, com muito desfoque no fundo, com muito contraste e uma superexposição perfeitamente colocada!
Errei feio, dancei com minhas expectativas. Beta sambou na minha cara e me deu um dos melhores presentes que já ganhei na vida, mudou a forma como eu me enxergava e mudou completamente a minha relação com o “me ver” em fotografias.
Pois é… eu não alimentei expectativas com relação a essas fotos, não por não confiar no trabalho de Beta (trabalho que sempre amei, babei, venerei), mas por me conhecer e achar que não me enxergaria naquelas imagens, que teria imagens lindas, nas quais não me reconhecia (tenho probleminhas, assumo! Ou tinha!).

Então… foi uma sambada com classe. O que Beta fez não foram imagens simplesmente, ela fez a magia da fotografia acontecer, ela congelou e nos deu de presente pra guardar pra sempre aquele momento tão nosso, sentimentos que só nós 3 (e agora ela) conhecemos. Não foi simplesmente apertar o botão, foi saber despertar e captar nossa essência, foi fazer as escolhas corretas pra contar um traço da nossa história.
Quando eu vi as fotos eu não sabia se ria, se gritava, se chorava! Eu surtei. Eu me ENXERGAVA!  Eramos nós 3 – nosso lar!


E não tem mais nada que eu possa falar ou descrever que consiga traduzir o que eu senti!

Eu só posso dizer: Obrigada, Beta!!!!! (Porque o abraço sufocante eu já dei!!!)
E pedir pra vocês correrem lá no site dela e apreciar milhões de sentimentos sensivelmente traduzidos em luz e sombra por Beta Bernardo!
Clica aqui pra ver as outras fotos da gente e aproveita e olha os outros ensaios belíssimos!

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