antes de depois quarto infantil pequenoTem muita gente esperando as fotos do quarto de Dorica e ando tão sem tempo de fazer as coisas que esse quarto já teve umas 4 versões, mas só consegui me organizar pra fotografar e postar agora. Quem sabe depois eu não procuro outras fotos e faço um post com as outras versões, né?

Sábado passamos rapidamente por Recife e Dora pediu pra passar pelo Poço novamente, e nós fomos. Dorica chorou com saudade e todos ficamos meios saudosos. Não era uma saudade tristes, era saudade de um tempo vivido com felicidade. Acho que os 5 anos de Poço foi das épocas em que fomos mais felizes (Sem contar o período de Jampa) e não tem como não sentir um certo saudosismo.
Mas tem uma coisa que eu real,ente sinto falta: JANELAS GRANDES.
Anota aí Eder Jules: primeira reforma dessa casa eu quero JANELÕES… hahahahaha.

Voltando pro quarto de Isadora…
Todo post que eu começo a escrever sobre a casa, tenho vontade de falar da dificuldade de organizar por ela ter cômodos pequenos. A gente tem que rebolar e usar muita criatividade.
O quarto de Dora é o que demanda mais atenção porque ela usa muito o quarto dela pra brincar, pra ler, estudar… Minha vontade é fazer um mesanino com cama e espaço pra leitura e embaixo espaço pra estudar e brincar, mas por enquanto fica nos planos.

Apesar de não ter sobrado muito espaço livre, ela me contou que essa foi a forma que ela mais gostou do quarto, porque as duas camas deixam o quarto mais confortável (e só agora eu percebi que não tem foto da disposição das camas, mas fica uma paralela a outra e o espaço entre ela é o suficiente para uma pessoa).


As duas pranchas de pinos foram pintadas na cor favorita de Dona Doricas e fixadas acima da cama. Sobre elas colocamos os livros que ela tanto se orgulha e adora tê-los por perto.
Pra ganhar espaço a gente decorou a prateleira com os brinquedos dela:
- Lego e bichinhos em caixinhas e potes transparentes;
- Quadros pintados por ela;
- A coleção de relógios;
- As bonecas Pepas que ela ama e que foram presente da Lia Agio (e também são confeccionadas por ela);
- Bonequinhos que ela modelou com lego, barro, biscuit, papel alumínio;
- Maquininha analógica que ela ama e foi presente de Samara e Ivan do Instituto Candela;
- Maletinha do Pequeno Príncipe que ganhou de Fernanda Reali;
- e mais um monte de quinquilharia que dá o maior trabalho pra limpar, mas são peças afetivas (e de uso dela do dia a dia) que refletem a personalidade dela e que fazem ela virar pra mim e dizer que ama o quarto dela <3

Pra resolver o problema dos inúmeros gibis jogados pela casa toda, combinamos de distribuí-los pela rua para as crianças que encontrássemos em nosso caminho. No início ela resistiu, mas depois concordou e ainda me disse que foi muito bom ver a felicidade das crianças que ganhavam e que ela ficou feliz também.
Deixamos apenas os gibis mais novos e o primeiro que ela ganhou. Pra eles não ficarem por aí, ganharam um suporte (que já serviu pra um monte de outras coisas… hahahah). O suporte é nada mais, nada menos que barras de banheiro para toalhas.
Outro ponto complicado no quarto de Isadora são os bichinhos de pelúcia. Ela é alérgica, mas nunca conseguiu viver sem bichinhos, a gente faz rodízio, mas ela sempre quer mais e sempre tem alguém (eu e Vovó Margaret) fazendo novos bichinhos de pano pra ela. Aproveitei as barras de sustentação da prateleira, passei elástico e prendi alguns bichinhos.

Do outro lado do quarto, pintei nuvens pra menina que vive no mundo da lua e sonha em voar como um pássaro. Tentei fazer com carimbo e com stencil, não deu certo, então pintei à mão.
Na cama, o primeiro presente dela (Cachorrão! 12 anos depois ele está firme e forte), A almofada toy (da La Pomme) em formato de Torre Eiffel e uma almofada de coração que Dorica costurou!


Na mesa lateral tem aparelhinho pra ouvir música na hora de dormir, caixinhas com estampa La Pomme da Coleção “Eu Amo Paris”, máscara de dormir e suculenta que Cactus Lira vende na feirinha de UFPB.
A almofadinha de nuvem, adivinhem de onde??? La Pomme, claro! hahahaha


Em frente às camas fica a mesa de estudos (leia-se bagunça). Fiz um móbile super fácil com retalhos de papel colorido e o nome dela com papéis estampados
Tentei deixar na mesa só as coisas essenciais para estudo, maaaas quem disse? Além dos dicionários que ela ama, os lápis de cor, hidrocor e o mural de recados tem um monte de fofíces (mais torres, mais relógio, mais bichinhos e etc, etc, etc…)

No fim, como já falei lá em cima, o quarto ficou do jeito que ela curtiu, com elementos que falam dela e pra ela.
Não gastei nada, usei só as coisas que  a gente já tinha em casa e elementos afetivos e que contam a história dela!

E aí curtiram?

Um beijo!

Esse mês completou 1 ano que mudamos pra Jampa, parece que foi ontem e ao mesmo tempo parece que sempre estivemos aqui!
A adaptação foi rápida, logo deu pra sentir que foi uma escolha feliz.
Eu prometi (aqui, no facebook e no instagram) que mostraria a casa nova, a decoração e tudo mais. Terminei não fazendo. E não fiz porque a casa ainda não ganhou forma, não achava que havia nada que valesse a pena mostrar.

A verdade é que apesar de muito desejada e comemorada, por conta da mudança tivemos muitas questões para resolver no trabalho, na casa, na vida…
Então o foco não estava na decoração, por mais que a gente sempre tentasse fazer algo, não conseguíamos concluir ou não chegávamos num resultado legal. Basicamente o que fizemos foi pintar, arrumar a parte elétrica e tentar acomodar nossas coisas da melhor forma possível já que essa casa é BEM menor que a anterior. No dia que a mudança chegou, a gente olhava e não acreditava que ia conseguir colocar tudo pra dentro…rs

(Ainda tenho caixas sem desempacotar por não ter espaço para colocar as coisas, e até semana passada o banheiro social estava interditado servindo de depósito …)

Mas, sabe? Agora não existe pressa (apesar da ansiedade) pra chegar a um resultado. Esse tempo foi importante pra gente sentir as necessidades de cada espaço, observar como utilizamos cada um deles. Apesar desse exercício não ter sido feito de forma consciente, ele existiu.
Sabe o que aconteceu também? Houve uma certa acomodação… Eram tantas outras coisas pra resolver, sem contar que estávamos vivendo tantas coisas legais fora de casa que, apesar da vontade de transformar esse lugar, terminava ficando pra depois.

Acontece que isso terminava me deixando, de certa forma triste e frustrada, porque eu não me enxergava na minha casa e isso é muito importante pra mim. Eu não estava insatisfeita emocionalmente, eu gosto e me sinto muito bem aqui… Não sei se pra todo mundo funciona assim, mas pra mim uma coisa é você se sentir bem na casa, ser grata pelo espaço que tem e que cuida e isso a gente sente no dia a dia, de olhos abertos ou de olhos fechados. Outra coisa é abrir os olhos e não “enxergar” essa sensação, olhar em volta e não encontrar elementos que traduzam fisicamente aquilo que nossa alma vive e sente.
Eu gosto de usar minha casa como espaço de expressão. Quando visitei minha mãe mês passado, relembrei como é bom ter uma casa bonita. Não tô falando de luxo, nem de ostentação. Tô falando da beleza que reforça o sentimento de pertencimento de um lugar, da que conta a história da nossa vida através dos objetos de nossa casa…
Enfim, foi vendo a casa de minha mãe, cada cantinho, cada cor, cada elemento decorativo, que aquela vontade de fazer aquilo acontecer aqui na minha casa veio com força!
Aproveitei que ganhei um monte de coisas dela (de livro  a uma cama novinha em folha – que veio amarrada no teto do carro… hahahaha) e usei como empurrão pra começar a mexer na casa.

Tô ficando feliz, tem MUITA coisa pra fazer, muita coisa iniciada desde a mudança e parada, mas devagar e com amor a gente chega lá!
Meu quarto já ganhou outra vida e já consigo olhar e ver um pouco do que eu sinto <3

*Primeira foto foi em julho de 2013 (quando nos mudamos e pintamos a casa toda) as duas última foi hoje (julho de 2014).

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> As fotos do quadro foram feitas por Beta Bernardo
(Imprimi as fotos e colei sobre o vidro de um quadro velho depois de ter pintado a moldura)
> A cama e a colcha de retalhos foram presentes da mama Margaretss (a colcha foi ela que fez!!!!)
> A almofada personalizada é da La Pomme
> Banquinho anos 70 e base do abajur – Tok&Stock
> Letras da palavra “AMOR” e cúpula feitos por mim <3

<3
Beijoca pra vocês!

A parede da cabeceira do meu quarto tava tão, mas tão sem graça e eu queria alegrá-la em 5 minutos!
Tive mil e ideia e todas levariam pelo menos horas… outras até dias. Mas eu queria algo instantâneo igual a leite em pó! rs

E aí que eu lembrei que tinha papeis coloridos no ateliê, cortados em tamanho bacana pra fazer minha parede ficar colorida assim PÁ PUM!

Eu não usei nadica pra medir.
Simplesmente fui colando com fita crepe!
Minha mãe me perguntou porque não usei fita dupla face pra não ficar a fita aparecendo. E o motivo é bem simples… não pretendia ter nada certinho mesmo não, só queria uma parede menos feinha e alegre! Sem contar que fita crepe quando eu enjoar eu tiro e pronto!

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Aproveitei pra resgatar essa mesinha linda do estúdio aqui pro meu quarto!

… TUDO!

Desde que postei a cadeira forrada de tecido que todo mundo me pergunta: como faz?
E eu sou meio lesa pra fazer passo a passo! humpft :(
Coloquei um link pro vídeo da Flávia Ferrari, mas muita gente reclamou que não conseguiu abrir.
Como a mesa de cabeceira que eu mostrei ontem eu forrei com tecido, resolvi fotografar tudo e tentar um PAP tá bão?



Primeiro você passa uma faixa de cola direto na superfície. Aí vem com o tecido e coloca em cima. Vai passando cola no resto do móvel e colocando o tecido. Simples assim gente!

Agora o truque:

Passar um rolinho de espuma enquanto a cola ainda tá molhada pra “esticar” o tecido. Tem gente que gosta de usar espátula – vai de gosto!

E assim vai até terminar de colar! Tem que cortar um tantinho aqui de tecido pra fazer o acabamento, outro corte alí pra virar o tecido pro outro lado do móvel. Cada peça tem um jeito diferente de fazer. Tem que ir sentindo o que precisa ser feito.

Depois de tudo seco é hora de pegar um estilete beeeeeem amolado e ir cortando as rebarbas de tecido. Outra forma de fazer isso é pegando uma lixa e passando no lugar que quer remover o tecido (nunca fiz assim, mas sei que dá certo)

Tá tudo seco? todas as rebarbas devidamente aparadas? Então pega a cola, dilui a cola com um pouco de àgua ( a quantidade vai depender de como tiver a cola que você tá usando) de maneira que ela fique fluida, mas não rala. É um tantinho só de àgua para cola não ficar muito grossa. Com um rolinho passa no móvel inteiro. Dependendo do móvel vale usar uma esponja pra passar a cola. Depois de seco é só pegar verniz spray e tschiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii nele todinho!

e voilá!

Arremata com rodinhas (totalmente opcional / totalmente útil) – Tem uma de silicone bem mais bonitinhas que essa aí que eu usei, mas no dia era o que eu tinha em mãos!

Minhas considerações (que eu considero, mas nem tanto assim e muitas vezes as desprezo, mas é tolamente por minha conta e risco)

- Na hora de escolher o tecido evite aqueles muito finos, normalmente eles mancham muito e são ruins de aplicar. Procure usar tecidos de algodão.
- A cola! Não pode ser dessas colas brancas escolares. Tem, que ser cola extra forte – chamam de rótulo azul, mas tem rótulos de tudo que é cor. Normalmente encontra em casa de material de construção, armazém…
- Quando aplicar o tecido a cola vai molhá-lo e deixá-lo com uma certa transparência, por isso a cor de fundo do móvel vai interferir. Por isso é bom sempre passar pelo menos uma demão de tinta branca antes do processo de colagem.
- Sobre tempo de secagem. Não sei! Isso vai variar de acordo com a sua cola, do tipo de tecido, do material do móvel, da temperatura e úmidade relativa do ar de onde você está  e de um tanto de outras coisas mais. Siga o que dizem os rótulos e na falta deles faça alguns testes. Experimente!
- O verniz spray não deve ser aplicado antes de impermeabilizar com a cola, as chances da aplicação não ficar uniforme é grande. Além disso o tecido tá ali totalmente poroso e vai “chupar” muito verniz, ou seja vai gastar muito muito mais verniz (que é mais caro que a cola). A depender de onde for ficar o móvel e sua utilização nem precisa do verniz, mas é bom usar!

A dica de ouro: Nunca fez? nunca usou aquele tipo cola? Não sabe se esse tecido vai dar certo? Ou qualquer dúvida decorrente, faz um teste num lugar pequeno. Não comece arriscando fazendo uma peça complicada cheia de detalhes ou num espaços muito grande. Vá devagar! Diga-se de passagem que eu não sigo muito essa regra (ou qualquer outra). Na minha agonia de fazer logo faço direto, mas por conta disso eu já perdi muita coisa, já tive que refazer muitas outras e outras vezes consegui o que queria. Tem que tá preparado para frustrações!

Na cabeceira tem:
Cestinhos - tok&stok
Rena – Gamela Presentes
Caleidoscópio Chá com Chita
Cofrinho La Pomme

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